28/02/2011 às 10h11min - Atualizada em 28/02/2011 às 10h11min

Cooperativismo é destaque do mercado lácteo brasileiro

Agência Sebrae de Notícias

De acordo com o com o coordenador da Câmara de Leite da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Vicente Nogueira, os próximos cinco anos terão ainda mais significância da relação entre exportação e cooperativas.

Vicente Nogueira explica que, nos Estados Unidos, 85% do total da produção é proveniente de cooperativas, assim como na Nova Zelândia, com 95%, Uruguai e Chile, com 85%, e Costa Rica, com 80%. Neste ano, o Brasil já produziu 30 bilhões de litros de leite, ocupando a quinta posição mundial no ranking da produção, ficando atrás da União Européia, Estados Unidos, Índia, e China.

Mudanças e tendências

Uma estatística produzida em 2003 pela OCB e Confederação Brasileira de Cooperativas de Laticínios (CBCL) apontou que, de 151 mil famílias ouvidas no setor leiteiro, 60%, ou seja, 90 mil, eram de pequenos produtores que entregavam até 100 mil litros de leite por ano para as cooperativas. “O número de pequenos produtores tem diminuído, porém em intensidade menor”, disse Vicente.

Conhecer o setor é uma das bases para as mudanças e os ganhos de produtividade.

“A OCB e a CNDL têm se fortalecido com a realização, por exemplo, de relatóriossobre o setor de lácteos. O apoio de instituições como o Sebrae fortalece esse amadurecimento”, afirma Vicente. O Sebrae tem criado metodologias para aumentar a competitividade das cooperativas, como os projetos Balde Cheio e Educampo.

Cooplap

A metodologia do projeto Empreender capacitou os produtores que faziam parte da Cooperativa dos Produtores de Leite do Alto Paraíba (Cooplap), no interior de São Paulo. As técnicas repassadas ensinavam sobre compras e vendas, integração, liderança e aperfeiçoamento tecnológico. Ao passar a trabalhar com a Central de Negócios, a produção de leite quase triplicou – saltou de 37.378 litros de leite por mês, em 2008, para 135.985, em 2010.

Esse crescimento se deu devido à força do cooperativismo, que também foi decisivo para a qualificação. No início dos trabalhos, grande parte dos produtores armazenava indevidamente o leite em latões e em vasilhames de plástico. 

Hoje, 100% deles trabalham com tanques de expansão comunitários. Ao todo são 18 tanques”, explica a gestora de Agronegócios do Sebrae em São José dos Campos, Tatiana Candeo.

 


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