03/01/2010 às 14h39min - Atualizada em 03/01/2010 às 14h39min

Programa muda a vida de produtores de leite no interior goiano

Agência Sebrae de Notícias

Mais que um projeto de assistência, o Tanque Cheio envolve, motiva, sensibiliza e agrega. Quem participa sabe que vai aprender além das técnicas necessárias para tornar o negócio sustentável. “As pessoas ficam no primeiro momento achando que o objetivo é encher o tanque de leite, em função do nome do programa, mas o que queremos é garantir qualidade de vida às famílias dos produtores”, explica Alex Gonçalves, diretor da Agrovale -Cooperativa Mista dos Produtores Rurais do Vale do Paranaíba, em Goiás. 

Para participar do programa, o produtor precisa atender às dimensões que envolvem comportamento, cooperação, planejamento e gestão e tecnologia. Todos precisam estar abertos ao conhecimento e, além disso, a colaboração é uma das principais necessidades que mobiliza as ações do Tanque Cheio. “A ideia não é baseada na vaca, não é no pasto, é baseada em gente”, explica Wanderson Portugal, gestor estadual do projeto Sinergia, do Sebrae em Goiás. 

O Programa Tanque Cheio é uma iniciativa da Agrovale, com sede em Quirinópolis, cidade a 300 km de Goiânia e a 500 km de Brasília. Sua área de atuação abrange oito municípios do extremo sudoeste goiano: Itarumã, Itajá, Caçu, Cachoeira Alta, Paranaiguara, São Simão, Gouvelândia e Quirinópolis. O Sebrae é parceiro do programa, que tem foco na produção leiteira. 

Sinergia 
São 225 produtores divididos em 15 grupos. Ao final de cada mês ocorre uma reunião com todas as famílias em uma das propriedades. A metodologia do programa estimula o esforço conjunto, no sentido de equilibrar a transformação do comportamento e a apropriação das tecnologias necessárias. “Nesses encontros vai toda a família, é um momento em que as pessoas se envolvem e procuram melhorar ainda mais o processo”, reforça Wanderson Portugal. 

O Tanque Cheio pode ser entendido como um conjunto de soluções a que os produtores têm acesso. “Damos muita importância para a responsabilidade e o envolvimento dos produtores, resgatamos o espírito do cooperativismo em todas as fases”, acrescenta. 

Um exemplo bem sucedido do Tanque Cheio é o da família Martins Pinto. Mesmo de malas prontas em busca de novos horizontes, seu Antônio resolveu trabalhar na região de Cachoeirinha do Rio Preto, no município de Quirinopólis. O negócio começou com 18 litros de leite/dia e hoje produz 300 litros/dia, proporcionando uma renda mensal média de R$ 6 mil. “Só a gente sabe a mudança por que passamos, não só financeira, mas também, mental e espiritual”, declara Lucimar Martins, esposa de seu Antônio.


 


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