06/07/2014 às 14h31min - Atualizada em 06/07/2014 às 14h31min

Técnicas para a melhoria da cadeia leiteira em Rondônia são apresentadas pela Embrapa

Embrapa Rondônia

Rondônia está entre os 10 estados que mais produzem leite do Brasil e assume a liderança em se tratando de região Norte, com mais de 60% de todo leite produzido, setor que envolve mais de 35 mil famílias no estado. 

Reconhecendo a importância econômica e social da atividade para a região, a Embrapa Rondônia possui um Sistema de Produção de Leite especialmente para Rondônia e as vacas mantidas neste sistema, no Campo Experimental da Embrapa em Porto Velho, produzem em média 13 litros de leite por dia, muito à frente da média estadual, que é de 4,5 litros/dia, e da nacional, 5,8/litros/dia.

Esse conjunto de processos e tecnologias que integram o Sistema de Produção de Leite foi apresentado nesta quarta-feira (25), para um grupo de produtores dos distritos de Rio Pardo e União Bandeirante, de Porto Velho (RO), durante uma visita técnica ao Campo Experimental da Embrapa, na capital rondoniense.

De acordo com Rhuan Lima, médico veterinário da Embrapa, Rio Pardo e União Bandeirantes são regiões potenciais para produção de leite, mas com pouca tradição nessa atividade.

Visando melhorar esse cenário e diversificar as áreas de produção leiteira em Rondônia, desde o ano passado, Embrapa e Secretaria Municipal de Agricultura de Porto Velho (Semagric) assinaram um convênio e desde então têm levado boas práticas e tecnologias para o desenvolvimento da cadeia leiteira. Entre as ações previstas, estão a instalação de Unidades Demonstrativas (UDs) nas quais, com o devido acompanhamento, todas essas técnicas serão aplicadas. “Essas UDs servirão de modelo, de vitrine tecnológica para todos os produtores da região”, explicou Rhuan Lima.

A visita técnica ocorrida dia 25/06 foi outra ação do projeto, na qual os produtores puderam acompanhar, em campo, diversos procedimentos que integram o sistema, com palestras que abordaram o melhoramento genético do rebanho, manejo, higiene, produção e manejo e pastagem, sanidade animal, falando ainda de instalações adequadas até aspectos da comercialização.

Um sistema de produção de leite para Rondônia
Para o engenheiro agrônomo Paulo Moreira, da Embrapa, os produtores puderam conhecer mais de perto a importância desse Sistema de Produção, como fator de transferência de tecnologia, que na verdade é um conjunto atividades necessárias para aumentar a produtividade, com redução de custos de produção e ainda respeitando o meio ambiente, tudo pensado respeitando as características do estado. “São anos de pesquisas e evolução de técnicas que hoje compõe esse modelo de produção para Rondônia”, afirmou o pesquisador.

Ele explicou que com boas práticas e principalmente, o manejo adequado, os produtores que implementarem o sistema, podem vir a dobrar e até triplicar sua produtividade, mas alertou que esse salto não ocorre do dia para a noite, mas como planejamento a aplicação correta. “O que torna o sistema especial e acima da média de produção é o manejo. Não adiantar investimento em maquinários caros sem o manejo adequado”, lembrou Paulo Moreira.

E foi a busca por mais informações para melhorar a produtividade que trouxe o produtor Edivaldo Fernandes, de Rio Pardo, à visita técnica à Embrapa. Com um rebanho de cerca de 50 vacas, Edivaldo disse que sua média de produção por animal não chega a 5 litros por dia e que nem todas as vacas estão produzindo. A produção de leite é a principal atividade econômica da família e duplicar sua capacidade de produção a baixo custo é uma meta que ele pretende alcançar com a ajuda da Embrapa e Semagric. “Quero investir em vacas com boa genética e aproveitar as técnicas de manejo de pastagem e o que mais eu puder aplicar na minha propriedade”, disse com expectativa.

Tecnologias em benefício na pecuária leiteira de Rondônia
Os produtores organizados em cooperativas, sindicatos ou via as secretarias de agricultura de seus municípios também podem conhecer de perto o Sistema de Produção de Leite da Embrapa Rondônia.

De acordo com Rhuan Lima, a empresa dispõe de um setor de transferência de tecnologia que é responsável por firmar parcerias e levar informações sobre esse conjunto de procedimentos que compõe o sistema de produção. “A Embrapa realiza cursos, visitas técnicas, disponibiliza publicações, além de convênios, para que o produtor de Rondônia possa produzir mais, melhor e com sustentabilidade”, reiterou.

 


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