30/07/2014 às 13h38min - Atualizada em 30/07/2014 às 13h38min

A evolução da caprino - ovinocultura brasileira

O rebanho mundial de caprinos e ovinos é de aproximadamente 898.132 mil cabeças. O Brasil detém 22.487 mil cabeças, sendo 37 % de caprinos e 63 % de ovinos. No ano de 1970 o efetivo caprino era da ordem de 14,6 mil animais, elevando-se para 8.236, 5 mil em 2001. Já o de ovinos era da ordem de 18,3 mil animais, passando para 14,2 mil cabeças em 2001. Do efetivo nacional de caprinos, 1,4 % encontra-se na Região Norte, 93 % no Nordeste, 2,4 % no Sudeste, 1,9 % no Sul e 1 % no Centro-Oeste. Com relação ao rebanho ovino, 2,8 % encontra-se na Região Norte, 49 % no Nordeste, 2,8 % no Sudeste, 40 % no Sul e 4,9 % no Centro-Oeste.

O abate mundial de caprinos e ovinos no período de 1991 a 2000 cresceu 7,5 %. Em 1970 foram abatidos no país 752 mil unidades caprinas e 692 mil unidades ovinas. Em 1992, esses números elevaram-se para 1.639 mil cabeças caprinas e 1.196 mil cabeças ovinas, representando um crescimento da ordem de 45,9 % e 57,8 % para caprinos e ovinos, respectivamente. A produção brasileira de peles de caprinos e de ovinos deslanados, em 2000, foi de 6 milhões de unidades. Já a de ovinos lanados foi de 1,3 milhões de unidades.

A Região Nordeste, detentora do maior rebanho brasileiro de caprinos e ovinos, abrange uma área total de 166,2 milhões de hectares, dos quais 95,2 milhões (57 %) estão inseridos na zona semi-árida. As microrregiões geográficas de Juazeiro (BA), Euclides da Cunha (BA), Alto Médio Canindé (PI), Campo Maior (PI), São Raimundo Nonato (PI), Petrolina (PE) destacam-se como principais produtoras de caprinos. No aspecto de densidade, as microrregiões Cariri Ocidental (PB) e Itaparica (PE) destacam-se como as mais importantes. No caso dos ovinos, as microrregiões de Juazeiro (BA), Alto Médio Canindé (PI), Euclides da Cunha (BA), Sertão dos Inhamuns (CE), Sertão de Crateús (CE) e Serrinha (BA) são as principais produtoras de caprinos. A ovinocultura se apresenta mais importante nas microrregiões do Médio Jaquaribe (CE) e Serrinha (BA). Cerca de 50 % do rebanho de caprinos e ovinos do Nordeste estão localizados em propriedades com menos de 30 ha.

A produção média atual de carne ovina no semi-árido Nordestino é de 2,8 kg/ha na caatinga nativa. Entretanto, pode alcançar de 31,4 kg/ha a 71,2 kg/ha com o uso de técnicas de manipulação da vegetação nativa. A produtividade da caprino-ovinocultura de corte no Brasil ainda é baixa. Uma das razões está no regime de manejo da exploração que, predominantemente, é o extensivo, com alta dependência da vegetação nativa, utilização de raças não especializadas, uso de práticas rudimentares de manejo, assistência técnica deficitária, baixo nível de organização e de gestão da unidade produtiva.

Com relação a agroindústria, no Nordeste brasileiro a capacidade instalada dos curtumes é para o processamento de 12,2 milhões de peles/ano. No Sul do país em torno de 1,8 milhões de peles/ano. No que concerne à carne, apenas no Nordeste brasileiro existem 09 abatedouros-frigoríficos especializadas em pequenos ruminantes, com capacidade total para abate de 31.550 animais/dia.

No que diz respeito a participação no mercado mundial, a importação de carne ovina passou de 2,3 mil toneladas em 1992 para 14,7 mil toneladas em 2000, representando um crescimento acima de 600 %. A importação de carne caprina passou de US$ 833 em 1996 para US$ 17,1 mil em 2000, representando, também, um crescimento bastante significativo.

A exportação de peles ovina acumulada no período de 1992 a 1999 foi de US$ 87,1 milhões. Em 2000, representou US$ 7,1 milhões. Os principais países importadores foram a Nigéria, Espanha e o Quênia. A exportação de peles caprina acumulada no período de 1992 a 1999 foi de US$ 25,9 milhões. A exportação de peles caprina em 2000 representou US$ 0,3 milhões. Os principais países importadores foram a Argentina, a Nigéria e a Itália. A importação de peles ovina acumulada no período de 1992 a 1999 foi de US$ 54,6 milhões e de peles caprina de US$ 60,5 milhões. Em 2000, a importação de peles ovinas representou US$ 6,1 milhões e de peles caprinas US$ 8,9 milhões. Os principais exportadores de peles ovina foram a Espanha, a Itália e a Finlândia e de peles caprina a Espanha, os Estados Unidos e a Itália.

A produção média atual de carne ovina no semi-árido Nordestino é de 2,8 kg/ha na caatinga nativa. Entretanto, pode alcançar de 31,4 kg/ha a 71,2 kg/ha com o uso de técnicas de manipulação da vegetação nativa. A produtividade da caprino-ovinocultura de corte no Brasil ainda é baixa. Uma das razões está no regime de manejo da exploração que, predominantemente, é o extensivo, com alta dependência da vegetação nativa, utilização de raças não especializadas, uso de práticas rudimentares de manejo, assistência técnica deficitária, baixo nível de organização e de gestão da unidade produtiva.

Com relação a agroindústria, no Nordeste brasileiro a capacidade instalada dos curtumes é para o processamento de 12,2 milhões de peles/ano. No Sul do país em torno de 1,8 milhões de peles/ano. No que concerne à carne, apenas no Nordeste brasileiro existem 09 abatedouros-frigoríficos especializadas em pequenos ruminantes, com capacidade total para abate de 31.550 animais/dia.

No que diz respeito a participação no mercado mundial, a importação de carne ovina passou de 2,3 mil toneladas em 1992 para 14,7 mil toneladas em 2000, representando um crescimento acima de 600 %. A importação de carne caprina passou de US$ 833 em 1996 para US$ 17,1 mil em 2000, representando, também, um crescimento bastante significativo.

A exportação de peles ovina acumulada no período de 1992 a 1999 foi de US$ 87,1 milhões. Em 2000, representou US$ 7,1 milhões. Os principais países importadores foram a Nigéria, Espanha e o Quênia. A exportação de peles caprina acumulada no período de 1992 a 1999 foi de US$ 25,9 milhões. A exportação de peles caprina em 2000 representou US$ 0,3 milhões. Os principais países importadores foram a Argentina, a Nigéria e a Itália.A importação de peles ovina acumulada no período de 1992 a 1999 foi de US$ 54,6 milhões e de peles caprina de US$ 60,5 milhões. Em 2000, a importação de peles ovinas representou US$ 6,1 milhões e de peles caprinas US$ 8,9 milhões.

Com a crescente demanda por produtos caprinos e ovinos, o crescente número de empresários dispostos a investir nessas atividades, a agroindústria instalada e as tecnologias já disponibilizadas pela pesquisa, capazes de atender aos diversos segmentos da cadeia produtiva, a caprino-ovinocultura brasileira irá se destacar no cenário brasileiro como atividades de grande impacto sócio-econômico.




Autor: Vânia Rodrigues Vasconcelos e Luiz da Silva Vieira

Referências bibliográficas: 

Os autores são pesquisadores da Embrapa Caprinos.
Luiz Vieira e Vânia Rodrigeus, Pesquisadores da Embrapa Caprinos (mailto:vania@cnpc.embrapa.br ; mailto:lviera@cnpc.embrapa.br ). 
Estrada Sobral-Groaíras, Km 4, CP D10, CEP 62.011-970, Sobral-CE


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