10/10/2012 às 08h53min - Atualizada em 10/10/2012 às 08h53min

Economia Verde - Por que o desenvolvimento precisa ser sustentável

Grande parte dos problemas ambientais que o mundo enfrenta hoje foram causados por questões econômicas. Fruto de uma necessidade histórica que o homem tem de valorizar o ter em detrimento do ser. Por isso, o nome deste blog, Economia Verde, não deixa de carregar também um pouco de ironia.

Em 2050, a população mundial deverá alcançar a fantástica cifra de nove bilhões de pessoas. O que, basicamente, significa acrescentar duas Chinas ao número de habitantes que existe hoje. Todos esses homens, mulheres, jovens, velhos, ricos e pobres vão precisar de comida, de água e de outros recursos de um planeta que, segundo cientistas, já está sendo bastante afetado pelas atividades humanas.

Nesta página vamos divulgar e analisar todos os esforços que estão sendo feitos para equilibrar os desejos e as necessidades do homem com os limites do planeta. Tendo em mente sempre que o maior ameaçado não é o planeta, mas o homem que vive nele. Principalmente as futuras gerações, nossos filhos e netos.

Vamos tratar de sustentabilidade no sentido amplo, nos seus aspectos ambientais, econômicos e sociais. Porque é difícil falar apenas sobre animais em extinção enquanto, segundo a ONU, a miséria absoluta ainda atinge um bilhão de pessoas no Mundo. Gente que tenta sobreviver com menos de um dólar por dia.

Este será um blog crítico e curioso, como manda a boa norma do jornalismo. Mas não será pessimista, nem se limitará a falar de problemas ou do descaso com que, muitas vezes, eles são enfrentados. A história está repleta de exemplos da criatividade humana e da sua capacidade de superação. Neste espaço vamos juntar especialistas de várias áreas, cientistas, empresários, autoridades e internautas. Todos interagindo em busca do melhor caminho. Vamos ser parte da solução.

Brasil registra avanços no combate à fome

Os números de pessoas que passam fome ou sofrem de desnutrição no Brasil, em Angola (África) e em Moçambique (África), países de língua portuguesa, caíram no período de 1990 a 2012. A conclusão está no relatório Estado da Insegurança Alimentar no Mundo 2012 (cuja sigla em inglês é Sofi), divulgado hoje (9), em Roma, na Itália.

Pelos dados do relatório, o Brasil conseguiu reduzir de 14,9%, no período de 1990 a 1992, para 6,9%, nos anos de 2010 a 2012, o percentual de subnutridos. No país, cerca de 13 milhões de pessoas passam fome ou sofrem com desnutrição. Os programas sociais desenvolvidos pelo governo brasileiro em parceria com os governos estaduais e municipais, além da iniciativa privada, foram elogiados no documento.

O Programa Bolsa Família é uma referência, segundo o relatório. Para os especialistas, o Bolsa Família é um instrumento positivo para promover a capacitação econômica das comunidades. Há elogios também ao sistema adotado pela prefeitura de Belo Horizonte (Minas Gerais) de combate à fome na periferia da cidade.

Em Angola, houve registros de melhora. Os percentuais caíram de 63,9%, de 1990 a 1992, para 27,4%, de 2010 a 2012. Cerca de 5 milhões de pessoas são consideradas subnutridas ou passam fome no país. Mas em Moçambique os resultados são considerados pouco positivos, pois a queda foi menor - de 57,1%, de 1990 a 1992, para 39,2%, de 2010 a 2012.

No período de 1990 a 2012, África é o único continente que registrou aumento no número de pessoas que passam fome ou sofrem com a desnutrição. O relatório diz que há aproximadamente 239 milhões lá. A América Latina e o Caribe registraram progressos, reduzindo o número de pessoas com fome de 65 milhões para 49 milhões, no período de 1990 a 2012. (Fonte/ Agência Brasil)




Autor: Agostinho Vieira

Referências bibliográficas: 

Agostinho Vieira por Agostinho Vieira: Estou há mais de 25 anos nessa estrada, já fui repórter de cidade e de política, editor e até diretor. Já participei da cobertura de várias eleições e acompanhei de perto alguns dos momentos mais importantes da história recente do Rio e do Brasil. Como editor, em 1994, ganhei um prêmio Esso de jornalismo, junto com os amigos Edgar Arruda e Elenilce Bottari. O que me dá muito orgulho. O prêmio e, principalmente, os amigos, que são muitos. Também recebi um prêmio da Society of Newspaper Design, em 1998. Na minha trajetória, como diretor, fiz um curso de pós-graduação em Gestão de Negócios, no Insead, na França, o que foi muito bom e muito útil. Mas um dia, há mais ou menos dois anos, fiz uma viagem pelo nordeste do Brasil, que incluía Fernando de Noronha, Jericoacoara e os Lençóis Maranhenses. Três filiais do paraíso. Aí me dei conta de que poucas coisas são mais importantes hoje em dia do que trabalhar por um mundo mais sustentável, ambientalmente, socialmente e economicamente. Resolvi fazer outra pós-graduação, desta vez em Gestão Ambiental, na Coppe/UFRJ. E agora estou aqui, aplicando os "3 Rs". Tentando reduzir o 
estresse diário, reaproveitando melhor o meu tempo e os meus conhecimentos e, finalmente, reciclando a minha carreira.

Publicado no Jornal O Globo 10.11.2010


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