15/08/2012 às 08h11min - Atualizada em 15/08/2012 às 08h11min

Leite com sabor: uma alternativa nutritiva para crianças - parte 2/2

Preocupações relacionadas ao leite com sabor: o que a ciência mostra

As preocupações com o leite com sabor estão relacionadas à ideia de que esse alimento contribui para o sobrepeso/obesidade infantil devido a seu teor de calorias e açúcar adicionados. Entretanto, estudos mostram que o consumo de leite com sabor não está associado com efeitos adversos na gordura corpórea de crianças (20,28) e que o leite com sabor tem uma contribuição mínima para a ingestão de açúcares adicionados e calorias das crianças (29). Com base nos dados de mais de 7.500 crianças e adolescentes com idade de 2 a 18 anos que participaram da Pesquisa Nacional de Avaliação Nutricional e de Saúde (NHANES, sigla em inglês) de 1999-2002, os pesquisadores descobriram que o consumo de leite com sabor ou puro não aumenta o índice de massa corpórea comparado com os que não consomem leite (20). O índice de massa corpórea dos consumidores de leite foi comparável (crianças de 2-5 anos e 6-11 anos) ou menos (meninos de 12-18 anos) do que o dos que não consumiam leite (20). Um novo estudo avaliando as associações entre o consumo de leite e a porcentagem de gordura corpórea entre 2.245 crianças de 10 a 13 anos em Avon, Reino Unido, não mostrou associação entre o consumo de leite com sabor e a porcentagem de gordura corpórea para consumidores com relação aos não consumidores (28). Uma abordagem mais ampla do que simplesmente focar em um único alimento ou nutriente é necessária para conter a obesidade infantil. A chave para se obter e manter um peso corpóreo saudável é balancear as calorias dos alimentos e bebidas consumidos com as calorias gastas por atividades físicas durante o tempo (1).

Tanto açúcares naturais (principalmente lactose) como açúcares adicionados (como sacarose) são encontrados no leite com sabor. Entretanto, em média, o leite com sabor contribui com somente 3% dos açúcares adicionados totais e somente 2% das calorias totais das dietas de crianças de 2 a 18 anos (29). Em comparação, em média, os refrigerantes e sucos de frutas contribuem com 45% dos açúcares totais adicionados e 9% das calorias totais das dietas das crianças e, em geral, essas bebidas fornecem poucos nutrientes (29). Estudos mostraram que as crianças que bebem leite com sabor não têm maiores ingestões de açúcares adicionados do que as crianças que não bebem leite com sabor (19) ou do que as crianças que não bebem leite nenhum (20).

Uma pequena quantidade de açúcares adicionados pode ser usada para aumentar a palatabilidade (qualidade do que é agradável ao paladar) de alimentos ricos em nutrientes, como o leite com sabor (1,30-32). Isso, por sua vez, pode ajudar a aumentar a ingestão dos nutrientes do leite, necessários para uma boa saúde. De acordo com a Associação Americana do Coração, "os açúcares adicionam efeitos sensoriais desejáveis a muitos alimentos e o sabor doce promove prazer nas refeições e lanches. De fato, quando os açúcares são adicionados a alimentos ricos em nutrientes, como os produtos lácteos adoçados com açúcar, como o leite com sabor ou o iogurte, e os cereais com açúcar, a qualidade das dietas das crianças e adolescentes melhora e, no caso dos leites com sabor, não foram encontrados efeitos adversos no status de peso" (30).

Pesquisas mostram que dietas contendo as menores quantidades de açúcares adicionados podem não ser as mais ricas em nutrientes e a relação entre ingestão de açúcares e redução de nutrientes não é direta (24,33,34). Um estudo recentemente publicado sobre ingestões de açúcares adicionados e nutrientes mostrou que a maior ingestão média de nutrientes selecionados, como cálcio e fósforo, ocorre com uma quantidade moderada de açúcares adicionados (5-10% das calorias totais), ao invés de menores quantidades (0-5%) (34). 

Como cada processador tem uma fórmula única, os ingredientes, incluindo a quantidade e o tipo de adoçante usado, variam muito entre os leites com sabor. A quantidade de açúcares adicionados ao leite com sabor tem caído nos últimos anos (31). Com relação ao tipo de adoçante nutritivo acrescentado ao leite com sabor, sacarose (açúcar de mesa) e xarope de milho rico em frutose (HFCS, sigla em inglês) são escolhas comuns. A composição da sacarose (50% glicose, 50% frutose) é similar à do HFCS (55% frutose e 45% glicose) (35,36). Ambos os açúcares têm o mesmo número de calorias, a mesma doçura e são metabolizados de forma similar (35-37). Apesar de algumas alegações relacionando o HFCS com a obesidade, uma revisão científica conduzida pela Associação Médica Americana indicou que o HFCS não parece levar à obesidade ou outras condições mais que outras calorias de outros adoçantes nutritivos (calóricos) (38).

Compromisso da indústria de lácteos de reformular o leite com sabor

A indústria de lácteos reconhece seu papel em fornecer produtos que supram as necessidades de saúde, bem-estar e sabor das pessoas e, durante os últimos anos, tem reformulado seus leites com sabor para conter menos gordura, açúcares adicionados e calorias (8,22,31). No início dos anos noventa, o leite com sabor contendo 2% de gordura era mais popular entre os participantes de pesquisas sobre lanche escolar dos Estados Unidos que consumiam leite com sabor, enquanto em 2005, a maioria dos consumidores de leite com sabor tinha as opções de leite com menor teor de gordura ou totalmente desnatado (0% de gordura) (21). Atualmente, as regulamentações do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) permitem somente que leite com baixo teor de gordura (1%) ou com 0% de gordura com sabor seja oferecido nas escolas, pelo menos durante o ano escolar de 2011-12 (39). As revisões propostas para as regulamentações referentes ao lanche escolar pelo USDA, se aprovadas, limitarão o leite com sabor nas escolas somente para os com 0% de gordura, a partir de 2012-2013 (39). Apesar de atualmente não haverem limites propostos para o açúcar no leite oferecido nas escolas norte-americanas, espera-se que o máximo de calorias proposto para os lanches escolares levem as escolas a selecionar o leite com sabor totalmente desnatado, com os menores teores de açúcares.

Entre 2006 e 2010, as calorias médias de uma porção de leite com sabor de 8 onças (236,5 mililitros) nas escolas caiu de 166 para 153 (31). Essa redução nas calorias do leite com sabor pode ser atribuída ao uso de leite com baixo teor de gordura ou totalmente desnatado e à redução na adição de açúcares (31). Atualmente, os leites com sabor contendo 150 calorias ou menos e 25 gramas de açúcar total ou menos por porção de 8 onças estão amplamente disponíveis, adicionando, assim, uma variedade de alimentos lácteos desenvolvidos para suprir as necessidades de sabor e nutrição dos consumidores (8,22). 

A aceitação das crianças do leite com sabor com menos calorias é uma importante consideração (8,40). Quando quase 100 leites com sabor com 130 a 180 calorias e 15 a 31 gramas de açúcar por porção de 8 onças foram testados com 2.100 crianças com idade de 8 a 17 anos, três quartos dos leites com 150 calorias ou menos foram bem aceitos (8).

Organizações de Saúde e Científicas apoiam o leite com sabor

Muitas organizações líderes de saúde e nutrição dos Estados Unidos (17,30,41-45) e o Guia Dietético para Americanos de 2010 (1) reconhecem o papel valioso do leite, incluindo o leite com sabor, em suprir as necessidades diárias de nutrientes das crianças. Além disso, elas reconhecem que uma pequena quantidade de açúcares adicionados ao leite com sabor compensa os nutrientes fornecidos por esse alimento.

A Academia Americana de Pediatras, em uma declaração política desestimulando os refrigerantes nas escolas (17) e também em seu relatório sobre otimização da saúde dos ossos e ingestão de cálcio de bebês, crianças e adolescentes (41) encoraja o consumo de bebidas nutritivas, incluindo o leite com sabor com baixo teor de gordura. Dois membros da Academia Americana de Pediatras, Comitê de Nutrição, em um comentário para esclarecer a confusão sobre o papel dos lácteos na dieta das crianças, disse: "o leite sem adição de sabor tem menos açúcar que o leite com sabor. Entretanto, dada a importância do cálcio, vitamina D e outros ingredientes essenciais nas dietas das crianças e adolescentes, os leites com sabor podem ser uma boa alternativa uma vez que a contribuição dos açúcares adicionados à dieta geral de crianças é mínima" (46).

O Instituto de Medicina, em seus padrões recomendados de nutrição para alimentos em escolas, reconhece o valor nutricional do leite com sabor com quantidades modestas de açúcares para crianças das escolas (42). Similarmente, a Associação Americana do Coração afirmou que os açúcares adicionados a alimentos ricos em nutrientes melhora a qualidade das dietas das crianças e adolescentes em efeitos adversos ao peso corpóreo (30). A Associação de Nutrição Escolar suporta as opções de leite com baixo teor de gordura ou totalmente desnatado, incluindo o leite com sabor, em escolas, para ajudar os alunos a suprirem suas necessidades críticas de nutrientes para terem ossos fortes e uma dieta saudável (43). Outras organizações profissionais de saúde, incluindo a Associação Dietética Americana e a Associação Nacional Médica apoiam o leite com baixo teor de gordura, incluindo o com sabor, em escolas (44). A Academia Americana de Odontologia Pediátrica identifica o leite com chocolate como um lanche saudável para crianças (45). O Guia Dietético para Americanos de 2010 (1) reconhece que a adição de pequenas quantidades de açúcares a alimentos ricos em nutrientes como o leite desnatado achocolatado aumenta a palatabilidade do leite.

Conclusões

É importante educar os pais, administradores de escolas e outros sobre o papel positivo do leite com sabor na nutrição infantil e encorajá-los a suportar ativamente o leite com sabor com baixo teor de gordura nas escolas. Os pais, por exemplo, podem ajudar a garantir que o leite com sabor continue sendo uma opção para crianças nos lanches escolares. Recentes pesquisas de mercado mostram que a maioria dos pais se opõe à proibição do leite com chocolate nas escolas (47). Os pais também estimam que a disponibilidade de leite com chocolate aumenta a ingestão de leite em algumas crianças que não bebem leite puro. Além disso, os pais entendem que a obesidade é causada por muitos fatores, incluindo falta de exercícios (47).

Os pais, bem como outras pessoas que trabalham ou cuidam de crianças, podem servir de modelo com comportamentos saudáveis e aumentar a disponibilidade de alimentos ricos em nutrientes, incluindo o leite desnatado (puro ou com sabor) (49-51). De acordo com um estudo com 2.314 crianças, a casa é onde a maior proporção de energia total e energia de alimentos pobres em nutrientes e ricos em energia, especialmente bebidas com açúcar, são consumidos (51). Dessa forma, as práticas de consumo das famílias em casa e fora de casa, bem com os alimentos oferecidos no ambiente escolar, são importantes para se lidar com o sobrepeso e a obesidade infantil e suprir as necessidades de nutrientes das crianças (51).


Autor: Juliana Santin

Referências bibliográficas: 

1. U.S. Department of Agriculture and U.S. Department of Health and Human Services. Dietary Guidelines for Americans, 2010. 7th Edition. Washington, DC: U.S. Government Printing Office, December 2010. www.dietaryguidelines.gov. Accessed May 6, 2011.
2. 2010 Dietary Guidelines Advisory Committee. Report of the Dietary Guidelines Advisory Committee on the Dietary Guidelines for Americans, 2010. www.cnpp.usda.gov/DGAs 2010-DGACReport.htm. Accessed May 6, 2011.
3. Ogden, C.L., M.D. Carroll, L.R. Curtin, et al. JAMA 303: 242, 2010.
4. American Dietetic Association. J. Am. Diet. Assoc. 108: 1038, 2008.
5. Artemis Strategy Group for Dairy Management, Inc.T Flavored Milk in Schools: A Case Study of Four Local Markets. January 7, 2010.
6. U.S. Department of Agriculture, Agricultural Research Service. USDA National Nutrient Database for Standard Reference, Release 23, 2010 www.ars.usda.gov/ba/bhnrc.ndl. Accessed
May 6, 2011.
7. U.S. Department of Agriculture, Agricultural Research Service. USDA Database for the Added Sugars Content of Selected Foods. Release 1. February 2006. www.ars.usda.gov/nutrientdata. Accessed May 6, 2011.
8. Dairy Management, Inc.T New lower-calorie flavored milk formulations address nutrition issues and win kids' approval. www.innovatewithdairy.com. Accessed May 6, 2011.
9. U.S. Department of Agriculture, Center for Nutrition Policy and Promotion. The Quality of Children's Diets in 2003-04 As Measured by the Healthy Eating Index-2005. Nutrition Insight 43, April 2009.
10. Krebs-Smith, S.M., P.M. Guenther, A.F. Subar, et al. J. Nutr. 140: 1832, 2010.
11. U.S. Department of Agriculture. What We Eat in America, NHANES 2007-2008: Nutrient Intakes from Food: Mean Amounts Consumed Per Individual, by Gender and Age, 2010. www.ars.usda.gov/ba/bhnrc/fsrg. Accessed May 6, 2011.
12. Dairy Research InstituteT (NHANES 2007-2008). Data Source: Centers for Disease Control and Prevention, National Center for Health Statistics, National Health and Nutrition Examination Survey Data. Hyattsville, MD: U.S. Department of Health and Human Services, Centers for Disease Control and Prevention, [2007-2008]. http://www.cdc.gov/nchs/nhanes.htm. Accessed April 9, 2011.
13. Institute of Medicine. Dietary Reference Intakes for Calcium and Vitamin D.Washington, DC: The National Academies Press, 2011.
14. Popkin, B.M. Physiol. Behav. 100: 4, 2010.
15. Smith, T.A., B.-H. Lin, and J.-Y. Lee. Taxing Caloric Sweetened Beverages: Potential Effects on Beverage Consumption, Calorie Intake, and Obesity. ERR-100, U.S. Department of Agriculture, Economic Research Service, July 2010. http://tinyurl.com/38s6276. Accessed May 6, 2011.
16. Reedy, J., and S.M. Krebs-Smith. J. Am. Diet. Assoc. 110: 1477, 2010.
17. American Academy of Pediatrics, Committee on School Health. Pediatrics 113: 152, 2004.
18. U.S. Department of Agriculture, Food and Nutrition Service. School Nutrition Dietary Assessment Study - III. Alexandria, VA: Food and Nutrition Service, USDA, November 2007.
www.fns.usda.gov (under Research, Child Nutrition Studies). Accessed May 6, 2011.
19. Johnson, R.K., C. Frary, and M.Q. Wang. J. Am. Diet. Assoc. 102: 853, 2002.
20. Murphy, M.M., J.S. Douglass, R.K. Johnson, et al. J. Am. Diet. Assoc. 108: 631, 2008.
21. School Nutrition Association and National Dairy Council. School Milk: Fat Content Has Declined Dramatically Since the Early 1990s. ENVIRON International Corporation for SNA and NDC, December 2008. www.nationaldairycouncil.org. Accessed May 6, 2011.
22. 2009-2010 "Annual School Channel Survey." Final Report. Funded by the Milk Processor Education Program (MilkPEP) and conducted by Prime Consulting Group, July 2009.
23. American Dietetic Association. ADA's comments on the USDA proposed rules on "Nutrition Standards in the National School Lunch (NSLP) and School Breakfast Programs (SBP)." Page 18, April 13, 2011.
24. Frary, C.D., R.K. Johnson, and M.Q. Wang. J. Adol. Health 34: 56, 2004.
25. Fulgoni, V.L., III, D.R. Keast, E.E. Quann, et al. FASEB J. 24: 325.1 (abstr.), April 2010.
26. Patterson, J., and M. Saidel. J. Am. Diet. Assoc. 109: A97 (abstr.), 2009.
27. "The Impact on Student Milk Consumption and Nutrient Intakes from Eliminating Flavored Milk in Schools." 2009 Study funded by the Milk Processor Education Program (MilkPEP) and conducted by Prime Consulting Group, presented at the School Nutrition Association Annual National Conference, July 2010. www.milkdelivers.org/schools/flavored-milk/ Accessed May 6, 2011.
29. Dairy Research InstituteT, NHANES (2003-2006), Ages 2 to 18 years. Data Source: Centers for Disease Control and Prevention, National Center for Health Statistics, National Health and Nutrition Examination Survey. Hyattsville, MD: U.S. Department of Health and Human Services, Centers for Disease Control and Prevention, 2003-2004; 2005-2006. www.cdc.gov/nchs/nhanes.htm. Accessed May 6, 2011.
30. Johnson, R.K., L.J. Appel, M. Brands, et al. Circulation 120: 1011, 2009.
31. Van Horn, L., R.K. Johnson, B.D. Flickinger, et al. Circulation 122: 2470, 2010.
32. Johnson, R.K., and B.A. Yon. J. Am. Diet. Assoc. 110: 1296, 2010.
33. Institute of Medicine, Food and Nutrition Board. Dietary Reference Intakes for Energy, Carbohydrate, Fiber, Fat, Fatty Acids, Cholesterol, Protein and Amino Acids (Macronutrients).Washington, DC: National Academies Press, 2005.
34. Marriott, B.P., L. Olsho, L. Hadden, et al. Crit. Rev. Food Sci. Nutr. 50: 228, 2010.
35. Fulgoni, V., III. Am. J. Clin. Nutr. 88(suppl.): 1715s, 2008.
36. International Food Information Council Foundation. The Science of Sugars. April 2010. www.foodinsight.org. Accessed May 6, 2011.
37. American Dietetic Association. Hot Topics "High Fructose Corn Syrup." December 2008.
38. American Medical Association, Council on Science and Public Health. The Health Effects of High Fructose Syrup. Report 3 of the Council on Science and Public Health (A-08). June 19, 2008. www.ama-assn.org/ Accessed May 6, 2011. ISSN
39. U.S. Department of Agriculture, Food and Nutrition Service. Guidance Memo: Child Nutrition
Reauthorization 2010: Nutrition Requirements for Fluid Milk, April 14, 2011. www.fns.usda.gov/
cnd/Governance/Policy-Memos/2011/SP_29-2011-os.pdf. Accessed May 6, 2011.
40. Yon, B.A., R. Johnson, and T. Stickle. FASEB J. 25: 781.1 (abstr.), 2011.
41. Greer, F.R., and N.R. Krebs for the American Academy of Pediatrics Committee on Nutrition. Pediatrics 117: 578, 2006.
42. Institute of Medicine, National Academy of Sciences, Committee on Nutrition Standards for
Foods in Schools. V.A. Stallings and A.L. Yaktine (Eds). Nutrition Standards for Foods in Schools: Leading the Way Toward Healthier Youth. Washington, DC: National Academies Press, 2007.
43. School Nutrition Association. Fat-free flavored milk - helping students meet their critical nutrition needs. SNA News, April, 13, 2011. www.schoolnutrition. org. Accessed May 9, 2011.
44. American Dietetic Association. Science supports the important role of milk, including flavored milk, in children's nutrition. Press release. November 11, 2009. www.eatright.org. Accessed May 9, 2011.
45. American Academy of Pediatric Dentistry. AAPD Fast Facts. Diet and Dental Health. 2010.
www.aapd.org/media/FastFacts.pdf. Accessed May 6, 2011.
46. Bhatia, J.J.S., and F.R. Greer. AAP News 28 (June): 15, 2007. www.aapnews.org.
Accessed May 6, 2011.
47. Motivequest for Dairy Management, Inc.T Flavored Milk Online Anthropology 08/1/2009 -09/30/2010, February 28, 2011.
48. Artemis Strategy Group for Dairy Management, Inc.T Activating Moms: Flavored Milk in Schools. Review of Qualitative Research. December 8, 2010.
49. Fisher, J.O., D.C. Mitchell, H. Smiciklas-Wright, et al. J. Nutr. 131: 246, 2011.
50. Fisher, J.O., D.C. Mitchell, H. Smiciklas-Wright, et al. Am. J. Clin. Nutr. 79: 698, 2004.
51. Briefel, R.R., A. Wilson, and P.M. Gleason. J. Am. Diet. Assoc. 109(suppl 1): 79s, 2009.
52. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). POF 2008 2009 - Antropometria e estado nutricional de crianças, adolescentes e adultos no Brasil. 2010.

Baseado no artigo "Why Flavored Milk is a Nutritious Choice for Children", do National Dairy Council (http://www.nationaldairycouncil.org) - Dairy Council Digest Archives, Volume 82, Número 4 Julho/Agosto de 2011.


Link
Tags »
Notícias Relacionadas »
Comentários »