07/08/2008 às 10h17min - Atualizada em 07/08/2008 às 10h17min

Noções sobre classes C,D e E valorizam passe de executivos

Administradores News

As estratégias das empresas de bens de consumo de se aproximarem das classes C, D, e E ? o potencial de consumo no Brasil é de 47% do mercado total ? está provocando mudanças nas áreas de finanças e vendas, como também do perfil dos executivos que nelas atuam. 

Grandes companhias do segmento como a Kimberly Clark e a Johnson & Johnson , atentas a estas mudanças, têm buscado no mercado profissionais para a área que conheçam não só processamento de transações e atividades de controle, mas que também saibam bem quem são os consumidores dessas classes ? que, segundo a Target Marketing , especializada em pesquisa de mercado, gastaram R$ 290 bilhões em 2005, um crescimento de 50% comparado a 2001.

Um dos objetivos dessas organizações, ao exigirem pessoas com esse perfil, é alinhar o executivos com as estratégias de negócios segmentados para oferecer aos consumidores de baixa renda novos produtos de higiene pessoal, beleza, entre outros.

Segundo a consultora interna de recursos humanos para finanças da multinacional americana Kimberly Clark, a empresa passou a valorizar os executivos brasileiros por conhecerem melhor os nichos de mercado do País. Tanto que, dois profissionais daqui já foram contratados no final de 2005 pela organização: um diretor de finanças e um para a atividade de controle. ?Nos últimos três anos tivemos estrangeiros nos cargos.

O mercado local de bens de consumo é dinâmico e demanda novos produtos. O executivo brasileiro conhece bem esse processo?, explica. O perfil do profissional desejado pela Kimblerly Clark para a sua área de finanças é daquele que saiba fazer a interface da área de finanças com os recursos humanos no sentido de valorizar o público interno e entender que os investimento em treinamento não é gasto para a empresa.

Nova funções

O diretor de recursos humanos da Johnson & Johnson, Nilson Gomes, observa que, com a busca das organizações pela transparência e responsabilidade social, os executivos de finanças passam a assumir novas funções. Além de garantir correção e a máxima transparência nos demonstrativos financeiros da companhia, é sua função perceber a movimentação das classes de baixa renda que podem representar novas oportunidades de negócios para a empresa.

Atualmente, a companhia está apostando no poder de compra das classes C, D e E. Por conta disso, os colaboradores da área estão sendo preparados para esta nova realidade dos negócios. Para tanto, a companhia está investindo no treinamento e na formação dos profissionais do alto escalão, além dos trainees.
Em parceria com a Fundação Getúlio Vargas , os executivosfazem pós-graduação (com subsidio de 80%) e MBA. Ambos os cursos são especialmente voltados para o mercado bens de consumo e comportamento do consumidor.

Pesquisa

O primeiro levantamento da IBM Business Consulting Services , em 2005, com 61 executivos de finanças das 500 maiores empresas da América Latina (40% no Brasil), constatou que o foco dos altos profissionais da área tem sido principalmente as estratégias de crescimento e a melhoria do controle interno das organizações. O estudo aponta outras tendências: os principais objetivos da área financeira, atualmente, são a redução de custos e a adoção de novos modelos de gestão.




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