01/09/2011 às 11h49min - Atualizada em 01/09/2011 às 11h49min

Em 2011 seremos 7 bilhões

Marco Antônio Cruvinel Lemos Couto

A população mundial deve superar os 7 bilhões em outubro, e pode chegar aos 10 bilhões até o fim do século, informa um relatório divulgado pela Organização das Nações Unidas (ONU). Este mesmo relatório alertou para o fato de que a mudança climática está agravando a desertificação e que esta poderá dificultar a alimentação da população mundial a partir de 2020. 

Só 11% da superfície do planeta são cultiváveis e tem que produzir o suficiente para alimentar a população mundial, que atualmente é de 6,3 bilhões de pessoas e que, em 2020, segundo cálculos, será de 8,2 bilhões”, afirmou em entrevista coletiva o responsável pelo Programa de Meteorologia para a Agricultura da OMM, Mannava Sivakumar.

A mudança climática está se transformando em um dos grandes desafios que a humanidade deverá enfrentar nos próximos anos, devido ao seu impacto na produção, distribuição e acesso aos alimentos. A agricultura é o setor mais afetado pelas mudanças no clima e será “cada vez mais vulnerável no futuro”. 

A situação de risco é especial para os países em desenvolvimento, que têm menos recursos para enfrentar os danos. Para os próximos anos espera-se crescimento na demanda por alimentos na esteira do crescimento populacional, da melhoria de renda e urbanização. 

Diante de tudo isto vem pergunta: O planeta vai conseguir sustentar tanta gente? Os produtos lácteos têm fundamental importância dentro do contexto, porque a produção de leite pode ocorre em pequenos espaços de terra, utilizando mão de obra familiar, com baixo investimento, baixo risco e baixo consumo de energia, além de fixar o homem no campo. 

O leite e seus derivados são alimentos naturais que mais fornecem aminoácidos essenciais, ácidos graxos essenciais, vitaminas lipossolúveis e hidrossolúveis, além da lactose que tem alto poder energético, saís minerais sendo o cálcio do leite o mais biodisponível dentre os alimentos que o contém. Em virtude do exposto, a indústria láctea terá um papel relevante dentro desta realidade e então poderemos dar um destaque maior ao soro do queijo, que em sua grande maioria ainda é descartado pela indústria queijeira. 

Temos certeza que, se aproveitarmos melhor o soro, transformado o mesmo em matéria-prima ou insumo para outras indústrias alimentícias, poderemos diminuir este déficit de alimentos que, inevitavelmente, acontecerá. 

O Brasil é um produtor de soro em potencial e por incrível que pareça, um grande importador do soro em pó ou de seus micro-elementos isolados e/ou combinados. Está engatinhando na sua simples transformação em pó. Porém, o país esta crescendo em estudos neste segmento e será inevitável termos que investir em tecnologia e armazenamento do soro em pó e de seus micro-elementos. Temos no link "Artigos" algumas possibilidades de utilização do soro em pó ou liquido, e assim esperamos estar podendo ajudar, em muito, a suportar os momentos futuros de escassez de alimentos que assolará o planeta.

Saudações laticinistas

Marco Antônio Cruvinel Lemos Couto e Equipe Ciência do Leite


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