02/03/2011 às 10h21min - Atualizada em 02/03/2011 às 10h21min

China busca acalmar população após novo escândalo

A China tenta acalmar a população sobre um novo escândalo ligado à segurança do leite. O governo anunciou ter aumentado o rigor das inspeções depois de relatos indicando que toxinas estavam sendo adicionadas a alguns laticínios.

A mídia estatal informou na quinta-feira (17) que alguns fabricantes haviam acrescentado um pó de proteína de couro aos produtos derivados do leite para tentar enganar os testes de controle de índices de proteína. Ainda não houve registros de doentes, mas o escândalo foi um dos temas mais discutidos em alguns blogs e sites na Internet.

"Empresas que forem encontradas produzindo ilegalmente e processando 'leite de couro' devem ser tratadas com severidade", afirmou a Administração Geral de Supervisão de Qualidade, Inspeção e Quarentena da China, em um comunicado em seu site.

O pó de proteína, geralmente usado na produção de couro, quando acrescentado aos produtos derivados do leite pode fazer com que aparentem ter um índice maior de proteína, explicou o comunicado.

"Informações sobre o incidente de 'leite de couro' irão, sem dúvida, causar pânico entre os cidadãos e provocar outra crise de confiança para a indústria de laticínios", disse a agência estatal de notícias Xinhua.

O governo já prometeu repetidas vezes que tornará mais rígido os sistemas de regulamentação após escândalos envolvendo diversos itens como peixe, medicamentos, brinquedos, pasta de dente, pneus e alimentos para animais de estimação.

Em 2008, ao menos seis crianças morreram e quase 300 mil ficaram doentes após consumir um leite em pó que continha melamina, um componente industrial que também aumenta o conteúdo de proteína e engana os testes de inspeção alimentícia.

A China executou duas pessoas em novembro de 2009 pelo escândalo da melamina, mas também tentou conter o descontentamento público sobre o caso, prendendo homens que organizaram um site na Internet para os parentes de crianças que ficaram doentes.

As informações são da Reuters, traduzidas e adaptadas pela Equipe MilkPoint.


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