28/02/2011 às 10h08min - Atualizada em 28/02/2011 às 10h08min

Coopercentral Aurora expande presença no mercado brasileiro do leite em 2011

Entre as ações que sustentam essa expansão, situam-se a entrada em plena operação da unidade industrial de Pinhalzinho e a adoção do sistema de rastreabilidade ativa. O crescimento projetado para este ano representa um aumento de 45% no volume de matéria-prima recebida.

Em 2010, a Coopercentral elevou em 22,7% o volume de leite processado: onze cooperativas agropecuárias entregaram 302,2 milhões de litros que foram transformados em 110,4 mil toneladas de produtos industrializados – leite longa vida, queijos, bebidas lácteas, leite em pó, creme de leite etc. Dos R$ 3,1 bilhões de receita operacional bruta obtida em 2010, o negócio de leite proporcionou R$ 237 milhões ou 7,5%.

A industrialização será fortemente ampliada em 2011, realça o presidente Mário Lanznaster. A indústria de lácteos da Aurora iniciou, em setembro do ano passado, as operações com a planta de leite em pó e, em dezembro, com a planta de fabricação de queijo. Todas as linhas de produção estarão em pleno funcionamento até o segundo trimestre: além das linhas já instaladas do leite UHT, leite em pó e queijo, iniciarão as linhas de requeijão, manteiga, soro em pó e composto lácteo. 

“A Aurora aumentará sua presença no mercado de lácteos”, enfatiza Lanznaster. Para isso, explica, “parcerias na compra, industrialização e comercialização de leite terão continuidade e outras estão sendo estudadas. Novos produtos serão lançados, buscando agregação de valor no processo e na marca, assegurando a competitividade no mercado e no campo.”

Em 2010 foram lançados o leite UHT Aurora e o sistema PAR (produto Aurora rastreado), constituindo-se no primeiro leite longa vida no mundo com processo de rastreabilidade ativa. Além disso, a unidade de lácteos deve obter a habilitação para exportação nas plantas de leite em pó e queijo ainda neste semestre.

O diretor de agropecuária, Marcos Antônio Zordan, assinala que a qualidade do leite produzido no oeste catarinense evoluiu acentuadamente como resultado de intensos investimentos em formação profissional rural através do Sescoop, do Senar e do Sebrae. Prova disso é o cumprimento dos padrões de CCS (contagem de células somáticas) e de CBT (contagem bacteriana total) definidos pela Instrução Normativa 51 do Ministério da Agricultura. “O leite catarinense tem qualidade e adequação frente aos padrões internacionais”, assinala Zordan.

Em face de treinamentos, visitas e inspeções, os procedimentos adotados pelos produtores e transportadores de leite passaram por gradativo aperfeiçoamento. Um dos aspectos trabalhado com os produtores é a qualidade da água utilizada na ordenha e na higienização dos equipamentos. Foram padronizadas as tarefas realizadas durante o transporte do leite, desde a coleta de amostras para fins de controle e rastreabilidade da matéria-prima e a avaliação individual da qualidade dos produtores, passando pela refrigeração dessas amostras, até a coleta informatizada dos dados nas propriedades rurais pelo transportador. A avaliação dos dados de qualidade revelam que 91% dos produtores estão dentro da legislação, produzindo leite com qualidade fixada pela IN 51.

INDÚSTRIA MODERNA

A Coopercentral Aurora investiu R$ 180 milhões na construção da indústria de lácteos de Pinhalzinho (só o setor de secagem custou R$ 90 milhões), considerada a mais moderna do país. Os números mostram a dimensão da obra. A planta ocupa terreno com 246,5 mil m2 de superfície. A área total construída é de 51 mil m² . As instalações industriais totalizam 35 mil m². O consumo de água é de 150 mil litros/hora.

A indústria gera 416 empregos diretos e, aproximadamente, 1.000 empregos indiretos, sem considerar os produtores de leite. Funciona em três turnos e tem capacidade total de processamento de 1.390.000 litros/dia, além de 600.000 litros de soro de leite gerados a partir da produção de queijo. 

O mix atual dos produtos lácteos gerados pela indústria é formado por leite UHT integral, desnatado e semidesnatado e leite em pó integral em saco de 25 kg. Com a conclusão dos investimentos, o mix completo inclui leite, ainda, leite em pó integral, leite em pó desnatado, leite em pó integral enriquecido com vitamina A e D instantâneo, leite em pó desnatado instantâneo, soro em pó comum, soro em pó parcialmente desmineralizado, queijo mussarela barra, queijo mussarela fatiado 150g, queijo prato fatiado 150g, requeijão cremoso, requeijão culinário, nata em pote, nata em balde, manteiga extra, manteiga comum, manteiga extra em pote, creme de leite pasteurizado a granel.

Nove cooperativas entregam leite na indústria: Cooperativa Alfa, Cooper A1, Cooper Itaipu, Cooperativa Regional Auriverde, Cotrel, Coopervil, Colacer, Camisc e Copérdia.

SECAGEM

A unidade de secagem de leite absorveu investimentos da ordem de R$ 90 milhões e passou a produzir, em setembro de 2010, leite em pó (75 toneladas/dia) e soro em pó (44 toneladas/dia) e adota o mais alto nível tecnológico disponível para este processo. Utiliza sistema de pasteurização/padronização de leite, concentração de leite pelo sistema de MVR (otimização do aproveitamento de energia), spray dyer, fluidizador horizontal, sistema de transferência pneumática do pó para a área de envase instalada dentro de rigorosos padrões de qualidade (peneiras e detector de metais) e ergonomia. 

Emprega robô para a paletização dos sacos de 25 kg. Possui ainda duas linhas de envase para fracionamento em 200g, 400g ou 1 K.

Na área de secagem de leite, produz leite em pó integral e desnatado convencional, leite em pó integral e desnatado instantâneo, e leite em pó integral enriquecido com vitaminas A e D instantâneo. Na área pó, produz soro em pó comum e soro em pó parcialmente desmineralizado para uso como ingredientes nas indústrias de biscoitos, chocolates, achocolatados etc.

RECONSTRUÇÃO

O setor de produção de queijos, destruído por incêndio em 30 de abril de 2009, poucas semanas após a inauguração da unidade, foi totalmente reconstruído. A reconstrução custou R$ 42 milhões e iniciou em setembro de 2009 e ficou concluída em setembro de 2010. A área de queijos tem 4.900 m² e abriga as atividades de pasteurização e padronização de leite com equipamento para processar 90 mil litros de leite por hora.

Também abriga a fabricação de queijo mussarela, com quatro tanques de fabricação de 16 mil litros cada, uma linha de filagem/moldagem com hidrovia de salga/resfriamento e embalagem a vácuo. Fatiamento de queijo mussarela e queijo prato com capacidade de 1,2 tonelada hora, toda automatizada, instalada com sistema de termoformagem e injeção de gás inerte. Processamento de soro de leite instalado com duas linhas, sendo uma de osmose reversa (para produção de soro em pó comum) e uma de nanofiltração para produção de soro em pó parcialmente desmineralizado), ambas com capacidade de 20 mil litros/hora. 

Aloja, ainda, a fabricação de manteiga com uma batedeira convencional e a fabricação de requeijão e nata além das atividades de apoio a estes processos (almoxarifado de insumos, embalagens, materiais).

Os volumes de produção: 44 toneladas/dia de queijo mussarela; 22 toneladas/dia de queijo fatiado; 3,5 toneladas/dia de requeijão; 6 toneladas/dia de manteiga e 2,5 toneladas/dia de nata.

MB Comunicação Empresarial/Organizacional


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