19/07/2021 às 10h04min - Atualizada em 19/07/2021 às 10h04min

Oficina técnica levou conhecimento aos criadores de gado leiteiro no oeste, diz Senar catarinense

Pastagens de inverno, planejamento forrageiro, adubação, manejo de pastagens e posicionamento de cultivares de inverno. Estes foram os assuntos abordados na última semana, durante Oficina Técnica em Modelo – oeste catarinense. O evento reuniu produtores rurais que participam do Programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) com foco em bovinocultura de leite, promovido pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar/SC), órgão vinculado à Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc) e pelo Sindicato Rural de Pinhalzinho.

O evento, realizado na propriedade da família de Odair Salvatori, contou com a participação de mais de 100 pessoas entre produtores dos três grupos da ATeG na região, supervisores e técnicos. A programação foi conduzida pelo supervisor técnico Leandro Simioni, com a colaboração dos supervisores Jean Palavro e Fernando da Silveira, bem como dos técnicos de campo Neusa Menegotto e Alceu Klemann. Também acompanharam as atividades a supervisora regional do Senar-SC Grasiane Viêra, o presidente do Sindicato Rural de Pinhalzinho Valdecir Paulo Reiter, técnicos e supervisores da região.

Simioni explicou que as atividades no campo demonstrativo iniciaram em abril com a semeadura de 15 cultivares de pastagens de inverno tendo o objetivo de demonstrar o posicionamento de cada cultivar e orientar o produtor sobre os procedimentos de plantio, adubação, manejo etc. "O objetivo foi demonstrar o comportamento das diferentes cultivares em uma situação normal da atividade leiteira, com tratos culturais, manejos adequados e pastejo dos animais nas alturas corretas de entrada e saída dos animais. Mostramos que é possível, com cultivares adequadas, adubação e manejo, disponibilizar pasto/feno de boa qualidade aos animais com menor custo. A ideia foi demonstrar como posicionar o plantio das cultivares de pastagens de forma adequada, visando forragens de alta qualidade e em quantidade ideal às necessidades do rebanho durante o ano inteiro".

Na adubação foram destacadas as questões que envolvem a análise de solo, correção de solo, adubação de base e cobertura para garantir elevadas produções de matéria seca. Quanto ao manejo, segundo Simioni, o objetivo foi focar nas alturas de entrada e saída para aproveitar o máximo potencial produtivo das cultivares. "Conhecer o ciclo de cada cultivar é fundamental para obter maior quantidade e qualidade, sem prejudicar o desenvolvimento da forrageira e a qualidade do solo. É possível ajustar as novas tecnologias e cultivares a realidade dos produtores, aumentando a produção de leite e o resultado econômico das propriedades

A supervisora regional do Senar-SC Grasiane avalia a Oficina Técnica de forma muito positiva. "Tivemos a participação de três grupos formados por mais de 90 produtores que tiveram a oportunidade de perceber na prática que é possível adotar novos métodos e ter excelentes resultados. Além disso, foi um evento com ótimas parcerias técnicas que possibilitou apresentar as inovações do setor".

ATEG

A ATeG oferece assistência técnica e gerencial que permite acompanhar as atividades dos produtores para auxiliá-los na tomada de decisões, no planejamento das propriedades e nas ações práticas da produção. Para isso, os produtores contam com o acompanhamento mensal de um técnico em sua propriedade, além de todo o suporte da equipe de supervisores regionais e supervisores técnicos da ATeG.

A coordenadora estadual da ATeG em Santa Catarina, Paula Araújo Dias Coimbra Nunes, explicou que no Estado o programa conta com 159 técnicos de campo e nove supervisores técnicos, além dos supervisores regionais do Senar-SC e da estrutura de apoio dos Sindicatos Rurais de cada região. "Nosso principal foco é proporcionar melhoria na produção e aumento da rentabilidade aproveitando todo o potencial existente na cadeia produtiva do leite".

O superintendente do Senar-SC, Gilmar Antônio Zanluchi, destacou que o trabalho de assistência técnica e gerencial vem incentivando a produção de leite de qualidade, além de promover uma gestão sustentável e lucrativa aos produtores rurais. "Contabilizamos excelentes resultados tanto no melhoramento genético do rebanho quanto no aperfeiçoamento do nível de gestão e produtividade, beneficiando toda a cadeia produtiva".

O presidente do sistema Faesc/Senar-SC, José Zeferino Pedrozo, também destaca o quanto o programa de assistência técnica e gerencial contribui para o crescimento do setor. "Em 2016, aceitamos o desafio de sermos pioneiros na execução da Assistência Técnica e Gerencial na bovinocultura de leite pelo projeto Leite Saudável.  Atualmente, comemoramos o sucesso dessa iniciativa e, somente neste ano, contamos com a participação de 71 grupos e 2.130 produtores em Santa Catarina.
 


Fonte: Sistema Faesc/Senar-SC
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