28/02/2021 às 19h47min - Atualizada em 28/02/2021 às 19h47min

Reunião da Câmara do Leite da OCB discute impactos no setor, diz Ocepar

Com a participação de cerca de 110 representantes de cooperativas do setor lácteo do país, entre as quais, lideranças da Frimesa, Castrolanda, Copagril e do Sistema Ocepar, foi realizada, uma reunião de emergência da Câmara do Leite da OCB.

Segundo o coordenador da Câmara, Vicente Nogueira, o objetivo foi discutir os impactos causados ao setor com o aumento dos custos e queda nos preços dos produtos lácteos no mercado.

“Se continuar este cenário, precisaremos analisar as estratégias do setor para que possamos reverter. Fazer ações junto ao ministério para dar um basta as importações. Não podemos conviver com este excesso de produto devido às importações. Toda nossa força precisa estar concentrada para que possamos juntos reivindicar medidas neste sentido”, frisou. Nogueira frisou que o aumento do preço do leite nos últimos dois anos, tem acompanhando a mesma variação de aumento do barril do petróleo.

OCB - Ao abrir o evento, o presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes e Freitas, alertou a todas as lideranças cooperativistas que as mudanças estão acontecendo com uma maior agilidade e de forma global. Freitas ressaltou sobre o disputado leilão global de lácteos na Nova Zelândia, que levou a um aumento de 15% no preço médio, chegando a US$ 4.231,00 a tonelada. “Mudança de cenário muito grande. Estamos muito atentos e sabemos que isso não será resolvido de um dia para outro. A ministra é uma produtora rural e tem muito claro o que representa a base produtora de leite para o país, em especial o setor cooperativista”, destacou. Ele ainda afirmou para as lideranças cooperativistas “tudo que vocês têm me relatado passo para a ministra. Não tem um assunto que ela não tenha conhecimento”.

Medidas - O presidente do Sistema OCB aproveitou para antecipar ao grupo algumas medidas já tomadas pelo ministério na tentativa de dar um alívio para o setor leiteiro. “A gente percebe este interesse até porque ela já se antecipou com algumas medidas validadas e que já estão em prática. Sabemos que não resolve todos os problemas, mas é um alívio para as cooperativas de leite”, disse Freitas.

- Autorizar os investimentos de Pronaf com recursos MCR 6-2 para contratação até 30 de junho de 2021. O que injetaria cerca de R$ 1,5 bilhão até 30 de junho de 2021, para essa finalidade;

- Autorizar linha de custeio com dois anos de prazo para a pecuária leiteira – retenção de matrizes;

- Autorizar crédito de comercialização e estocagem para laticínios com recursos controlados (FGPP). Limite de R$ 65 milhões/beneficiários, juros de 6% ao ano e prazo para contratação até 30 de junho de 2021 e de 240 dias para o pagamento;

- Elevar o prazo do crédito às agroindústrias familiares de um ano para dois anos para operações contratadas até junho, excepcionalmente.

Milho - Freitas aproveitou também para fazer um relato sobre a reunião realizada na manhã desta quarta-feira (03/03), com a ministra Tereza Cristina, que contou com a participação do presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, do secretário da Agricultura do Paraná, Norberto Ortigara, e representantes da Faep, CNA, Aprosoja para tratar de um assunto que também interessa ao setor leiteiro: milho.

Paraná - As entidades do Paraná enviaram um ofício solicitando a prorrogação por 10 dias dos períodos de semeadura do milho 2ª safra estabelecidos na Portaria do Zarc para o Paraná, de forma a assegurar que toda a área seja cultivada com as garantias da política agrícola. Lopes de Freitas lembrou que nesta época do ano o pedido era para que o governo remanejasse o milho estocado nos armazéns para colocar a soja colhida. “Hoje é o inverso, temos no mercado uma carência muito grande, por isso é importante prorrogar o prazo do zoneamento, com as garantias das subvenções de seguros para que não falte ainda mais o produto, o qual é muito utilizado na alimentação do gado de leite também”.

O líder cooperativista ainda lembrou que hoje o milho está sendo disputado como commodities para produção de etanol. “Hoje o milho já está sendo competitivo com a cana-de-açúcar na produção de etanol”, frisou.


Fonte: Sistema OCB
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