19/05/2010 às 10h56min - Atualizada em 19/05/2010 às 10h56min

Alimentos do futuro são tema de debate na Brasil Food Trends 2010

Fiesp

Somos aquilo que comemos. Esta frase nunca esteve tão em voga na rotina alimentar dos brasileiros. Nos últimos anos, os consumidores, cada vez mais exigentes, procuram produtos que, além de saciar a fome, ofereçam benefícios para saúde e principalmente, com preço acessível. 

O perfil do consumidor moderno foi traçado durante o Brasil Food Trends 2010, organizado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e o Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital), que reuniu representantes das indústrias de alimentos e bebidas, além de nutricionistas e estudantes ontem (18), na sede da federação, em São Paulo/SP.

Tendências
Marlene Bregman, vice-presidente de Negócios Corporativos da Leo Burnett Brasil, apresentou as novidades da indústria de alimento internacional.

O resultado de pesquisas entre a indústria farmacêutica e o setor de alimentos permitiram a criação de produtos saudáveis, tendo como público alvo as mulheres, que, devido ao excesso de trabalho e à falta de tempo, buscam nas gôndolas dos supermercados alimentos de qualidade, ricos em nutrientes, com valor acessível e de fácil preparo. 

A executiva expôs as novas tendências de alimentos que estarão disponíveis em breve:

Super alimentos: Adição de suplementos extras, como componentes antioxidantes, colágeno e Ômega 3, que fortalecem o sistema imunológico com componentes naturais; 

Menos é mais: O consumidor, cada vez mais informado sobre os componentes que prejudicam a saúde, priorizam os alimentos com baixo índices de açúcar, gordura, sódio, entre outros componentes químicos. 

Pós-orgânico: Produtos naturais, comercializados de forma sustentável, ricos em vitaminas e nutrientes. 

Bregman destacou, ainda, que o grande desafio do segmento é oferecer produtos variados e de qualidade para as camadas com menor poder aquisitivo: "A verdadeira inovação está em utilizarmos todo o nosso know how para criar produtos eficientes, embalados e distribuídos para aqueles que não têm o que comer hoje em dia".

Distribuição e varejo
Alexandre Vasconcellos, diretor de Tecnologia do Grupo Pão de Açúcar, disse que "o consumidor moderno busca entretenimento e prazer durante as suas compras no supermercado". 
A afirmação baseia-se em um estudo desenvolvido pela empresa sobre as tendências do varejo e distribuição do mercado europeu. 

A pesquisa possibilitou traçar o perfil do consumidor moderno, denominado como neoconsumidor, que busca informações sobre os itens disponíveis nas prateleiras, alimentos frescos, preço baixo e praticidade no momento da compra. 

Para Vasconcellos, os varejistas precisam ouvir seus clientes, disponibilizar espaço para criticas e sugestões e, principalmente, acompanhar o comportamento do consumidor na internet, por meio das mídias sociais e sites. 

"A interatividade aproximou consumidores dispostos a ajudar marcas e varejos a deixar os produtos e serviços do jeito que eles querem", analisou o diretor. 

Perfil do cliente
Marco Simões, vice-presidente de Comunicação e Sustentabilidade da Coca-Cola Brasil, acredita que nas próximas décadas a classe C será o principal mercado consumidor.

Responsável por 46% da renda nacional, este público é usuário assíduo da internet, e metade acessa diariamente a rede. Mais informados, optam por produtos sustentáveis, nutritivos e com preço justo, deixando de lado o conceito de fidelidade à marca. 

Simões lembrou que as empresas devem adotar estratégias de sustentabilidade, de médio e longo prazo, para conquistar a simpatia do consumidor e manter o seu produto no mercado.


 


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