27/08/2018 às 08h14min - Atualizada em 27/08/2018 às 08h14min

CNA debate melhorias para a cadeia produtiva do leite

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) participou nesta quinta-feira da Câmara Setorial de Leite e Derivados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

O foco da pauta foi a situação atual das consultas públicas (portarias 38 e 39/2018) que pedem a revisão da Instrução Normativa 51/2002 que regulamenta a produção e a qualidade do leite no Brasil. 

Segundo o presidente da Câmara Setorial e da Comissão Nacional de Pecuária de Leite da CNA, Rodrigo Alvim, a câmara solicitou alterações na IN que não foram atendidas nessa consulta pública, e por isso, as entidades representativas do setor enviaram ofício ao Ministro Blairo Maggi solicitando que o grupo técnico responsável pela revisão da instrução normativa fosse à câmara setorial para esclarecer a questão. 

“Nem todas as propostas enviadas pela Câmara Setorial foram aceitas, mas a IN ainda não foi assinada pelo ministro. Nós pedimos que parasse o processo para que o grupo técnico viesse conversar conosco para discutir o assunto e trocar informações para entendermos porque as propostas não foram aceitas", afirmou. 

De acordo com Alvim, entre as propostas enviadas pela Câmara estão o limite de contagem bacteriana total do leite (CBT) e o transvase, questões que preocupam a indústria de lácteos.

“Atualmente o leite é coletado na propriedade e transferido para um silo quando chega à indústria. O Ministério estipulou nessa reforma que a CBT desse silo seja de 900 mil unidades formadoras de colônias por mililitro e a indústria acha que isso é muito pouco, porque esse leite não sai de uma propriedade e vai direito para o silo, são diversos processos até chegar lá”, explicou.
 

Rodrigo Alvim também falou dos avanços na elaboração de um projeto da CNA para viabilizar a exportação do leite brasileiro.  “Não basta aumentar a produção, tem que aumentar a competitividade também porque o leite brasileiro ainda não é competitivo no mercado internacional.”

Os avanços nos Programas Mais Leite Saudável, que já atendeu 67,6 mil produtores em 19 estados com assistência técnica, educação sanitária e melhoramento genético, e o Agro + Investimentos, que busca atrair investimentos externos para o agronegócio, também foram temas debatidos na pauta da Câmara Setorial do Leite. 

Fonte: CNA/SENAR

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