01/03/2010 às 08h40min - Atualizada em 01/03/2010 às 08h40min

Itambé diz não à Friboi e quer a fusão de cinco cooperativas

Folha de São Paulo

A Itambé, maior cooperativa de laticínios e terceira maior indústria do setor no país, com cinco unidades produtoras, recusou, no mês passado, uma oferta de aquisição pela Friboi e trabalha agora para que aconteça uma fusão entre cinco cooperativas de leite.

Se acontecer a fusão entre as mineiras Itambé, Cemil e Minas Leite, a paranaense Confepar e a goiana Centroleite, a nova empresa passaria a ser a maior do setor de laticínios no país em volume, com 2,5 bilhões de litros de leite por ano. Ultrapassaria a Nestlé (com cerca de 1,9 bilhão de litros) e a Perdigão (aproximadamente 1,5 bilhão). Sozinha, a Itambé responde hoje por cerca de 1,2 bilhão de litros por ano.

Na segunda quinzena de março, a PricewaterhouseCoopers (empresa de auditoria) deve entregar os estudos finais sobre a fusão, com a parte que caberia a cada um no negócio. Depois, ocorreriam as conversas finais entre as cooperativas, que poderiam concretizar a fusão.

"Se o pessoal concordar com as avaliações que a auditoria definir, virá a fase mais burocrática, com diligências, contratos, advogados. Mas, se os números forem validados por todos, é um grande avanço", disse Jacques Gontijo, presidente da Itambé.

Em 2009 algumas dessas cooperativas já conversaram sobre a união, mas não houve acordo. "Estou muito animado", afirmou Gontijo.

A recusa à proposta da Friboi foi feita no mesmo dia em que ela foi apresentada em janeiro. Mas essa não foi a primeira proposta a ser recusada. No final de 2009, outras duas grandes empresas procuraram a Itambé também com propostas de compra, ambas recusadas. A empresa não quis revelar os nomes dos interessados.

Gontijo diz que "o mundo está levando" as empresas a se unirem para que sejam competitivas e que as cooperativas não estão imunes a isso. Mas a intenção da Itambé, diz ele, é que a fusão não fique apenas na criação de uma megacentral de cooperativas. Desde já, os envolvidos fazem planos e discutem a viabilidade de transformar a futura megacentral em uma S/A., com a participação de um sócio estratégico, como a BNDESPar. (PP)


 


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