22/11/2016 às 12h54min - Atualizada em 22/12/2016 às 12h54min

Geoprocessamento e dieta balanceada para a criação de gado de leite

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa promoveu o 4º Módulo de Capacitação Continuada em Bovinocultura Leiteira. O evento foi realizado para 35 técnicos extensionistas do setor público e privado, atuantes no estado e divisas, no auditório do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia – IFTO, em Paraíso do Tocantins (TO). O curso faz parte do projeto “Transferência de Tecnologia para a Bovinocultura Leiteira do Tocantins (ABC Leite)”, liderado pela Embrapa Pesca e Aquicutultura, Unidade da Empresa sediada no Tocantins. O projeto foi iniciado em junho de 2013, em Araguaína (TO) e terá a duração de três anos. Os módulos de capacitação acontecem a cada quatro meses.

O curso visa formar técnicos multiplicadores de tecnologias e conhecimentos em bovinocultura leiteira por meio de capacitação teórico-prática, com módulos de capacitação em sala de aula e aplicação no campo do conhecimento e das tecnologias transferidos. “Os multiplicadores, com acompanhamento de técnicos da Embrapa, são estimulados a implantarem Unidades de Referência Tecnológica (URT’s) para sua própria capacitação prática e para a difusão das tecnologias na região da unidade”, relatou o analista de Transferência de Tecnologia da Embrapa, Pedro Henrique Rezende Alcântara. Além disso, o projeto visa à promoção de ações complementares ao Plano ABC (Agricultura de Baixa Emissão de Carbono), no âmbito da pecuária leiteira.

Neste módulo os temas abordados foram “Passo a Passo para a Divisão de Piquetes através de Geoprocessamento” e “Cálculo de dietas para Bovinos Leiteiros”, ministrados pelos técnicos da Embrapa, Daniel Chaves Webber e Pedro Alcântara, respectivamente.

Divisão de piquetes
Webber ressaltou que o geoprocessamento é cada vez mais empregado para o planejamento e o controle do meio físico. No setor agropecuário, os equipamentos de recepção de sinais de satélite e os sistemas de informação geográfica – SIG, quando utilizados de forma integrada, permitem correlacionar objetos de interesse na superfície terrestre às coordenadas geográficas, realizar o processamento de dados geoespaciais e gerar mapeamentos para subsidiar o empreendedor rural.

“No âmbito da pecuária leiteira, tais ferramentas auxiliam em diversas tomadas de decisões, necessárias para o planejamento das atividades a serem desenvolvidas na propriedade”, disse Webber. “Além de auxiliar o usuário a definir o dimensionamento e a alocação dos piquetes, o SIG facilita planejar a disposição ótima de corredores para fluxo animal, identificar potenciais áreas de lazer e calcular a quantidade de cercas e porteiras necessárias”.

Para este curso, foi utilizado um software gratuito, de uso amigável e que possui código aberto (Opensource), sendo uma ferramenta apropriada para capacitações. O tutorial, elaborado especialmente para este módulo, ensina o passo a passo para a instalação e uso do software e para aplicação em atividades de planejamento de uma unidade de produção leiteira.  “Almeja-se que ao final do curso, os extensionistas sejam capazes de aplicar os conhecimentos técnicos e de geoprocessamento adquiridos para divisão de piquetes nas propriedades rurais onde prestam assistência técnica”, disse o técnico da Embrapa.

Cálculo de dietas
Pedro Alcântara falou sobre dois temas importantes da Bovinocultura Leiteira: princípios da alimentação de bovinos leiteiros e cálculo de ração para vacas leiteiras. “A ideia é abordar o tema de forma prática, com a aplicação da teoria. Vamos falar alguns conceitos e utilizá-los para a realização dos cálculos”, explicou.

Em seguida, Alcântara falou sobre alguns princípios da alimentação de vacas leiteiras, agrupamento de vacas em lactação, bem como sobre fatores reguladores de consumo, exigências nutricionais e alimentos. “O Consumo é um ponto crítico para alcançar as metas do plano nutricional”, explicou o especialista.

Alcântara destacou dois métodos de balanceamento de dietas mais utilizados. “Vamos dar exemplos e exercícios utilizando o método do quadrado de Pearson. É um método simples, limitado, porém é muito utilizado, principalmente para o balanceamento de concentrados”, disse. “O outro método é o algébrico, que dos métodos manuais é o mais preciso”.

“A melhoria do manejo do pasto implica num pasto de melhor qualidade e isto necessariamente traz a necessidade de adequação do concentrado utilizado especialmente quanto ao teor de proteína deste, o que não observamos na prática. Nas simulações vocês vão ver que tem como baratear o custo adequando o concentrado quando a gente trabalha com as vacas em pasto bem manejado”, afirmou Alcântara.

Fonte: EMBRAPA


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