04/01/2010 às 16h23min - Atualizada em 04/01/2010 às 16h23min

Vacinação contra aftosa atinge 98% do rebanho paranaense

Governo do Paraná

A Secretaria de Agricultura e do Abastecimento divulgou o resultado final da segunda etapa da campanha de vacinação contra a febre aftosa no Estado. Foram vacinados 98% do rebanho paranaense – cerca de 9 milhões e 400 mil cabeças de gado, de um total de 9,6 milhões. 

Para o secretário da Agricultura e do Abastecimento, Valter Bianchini, esse resultado atende à expectativa inicial da Secretaria e mostra que o Paraná está cumprindo sua proposta de reforçar a sanidade animal e vegetal no Estado. “Esse resultado, expressivo, mostra que o Paraná está preparado para requerer ao Ministério da Agricultura e à Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) um novo status da sanidade que é o reconhecimento de área livre de febre aftosa sem vacinação”, afirmou. 

Segundo Bianchini, esse reconhecimento pode vir no médio prazo. Antes disso, virão novas recomendações, mas os resultados obtidos nas últimas campanhas de vacinação em torno de 98% dá a tranquilidade para perseguir essa meta, reforçou o secretário. A divulgação do resultado final da segunda campanha de vacinação contra febre aftosa de 2009 coincidiu com a nova tabela de classificação de risco de febre aftosa nas unidades da federação, feito Ministério da Agricultura Agricultura, Pecuária e Abastecimento – Mapa. 

Conforme a tabela, o Paraná está classificado como BR-1, ou seja, risco mínimo para a incidência da enfermidade. Estão também neste grupo os Estados de São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso, Goiás e o Distrito Federal. Outros Estados, como Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul, Espírito Santo, Bahia e outras sete regiões da federação estão classificados como R-2, risco baixo, segundo avaliação do Mapa. 

“Esse certificado nos remete ao trabalho de eficiência desenvolvido pela Seab, que está avançando para novas fases da sanidade animal até atingir a erradicação definitiva da febre aftosa no Paraná. A permanência desse índice mantém aberta às possibilidades do mercado internacional para os pecuaristas paranaenses”, disse Silmar Bürer, diretor do Departamento de Fiscalização e da Defesa Agropecuária (Defis). 

Santa Catarina é o único Estado classificado na categoria BR-D – risco desprezível. O Ministério da Agricultura utiliza como critérios de classificação seis categorias para a avaliação dos serviços de sanidade agropecuária no país. 


VISITAS ÀS PROPRIEDADES 

A segunda fase da campanha foi realizada de 1º a 30 de novembro de 2009, quando foram visitadas 206 mil propriedades rurais no Estado. “O resultado positivo durante a campanha de vacinação foi alcançado também graças à importante participação de todos os segmentos envolvidos, sejam eles os técnicos da Seab, passando pelo apoio das lideranças da Sociedade Rural, associações, sindicatos, federações de produtores, assim como as prefeituras municipais e suas respectivas secretarias que nos ajudam a compor o Conselho de Sanidade Agropecuária Municipal – CSA, nos 399 municípios do Estado”, afirmou Bürer. Ele lembrou também que a conscientização dos produtores na formação da saúde animal é fundamental para evitar a incidência de enfermidades no rebanho paranaense. 

Os técnicos da DSA já iniciaram também as visitas aos 2% restantes do rebanho - cerca de 139 mil cabeças de bovinos que não foram atingidas pela vacinação. “São em média 8 mil propriedades que confrontadas com os números da primeira etapa da campanha realizada em maio, não apresentaram ainda a comprovação da vacinação. Muito provavelmente em algumas dessas propriedades não existam mais animais. Mas caso elas tenham o rebanho, devem apresentar a comprovação da vacina. “Quem não apresentar esse documento, e não vacinou o animal será autuado”, explicou Marco Antonio Teixeira Pinto, chefe da DSA. Para Teixeira Pinto, o índice de vacinação alcançado em novembro é considerado muito expressivo e atendeu as expectativas iniciais da Seab. “Continuamos dando passos largos para que num futuro próximo até possamos suspender essa vacinação”, afirmou.

 


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