20/07/2015 às 12h41min - Atualizada em 20/07/2015 às 12h41min

Crise no preço do leite já reflete em laticínios - Preço do leite na região chega a R$ 0.32 e produt

Jornal Mato Grosso do Norte

A crise no setor de produção de leite está afetando grandes cooperativas da região. Em Guarantã do Norte, a Cira Braço Sul e a Cooperguarantã tiveram que terceirizar seus respectivos setor de laticínios.

A Cira Braço Sul arrendou por um período de 10 anos seu laticínio para a empresa Confrilata de São Paulo, enquanto a Cooperguarantã fez uma parceria com a Coopernova de Terra Nova do Norte.

O preço do leite na região está em queda há vários meses. Atualmente o produtor recebe por litro R$ 0.32, apesar do período de estiagem em que a produção diminui e seria normal, como em anos anteriores, que o preço do produto estivesse em alta. Mas está acontecendo o contrário.

E as previsões para o setor, conforme os presidentes das cooperativas, não são nada animadoras. O presidente da Cooperguarantã Darci Zanon, disse que além do preço baixo, o governo federal determinou que todo leite tem que ser transportado em tanques com resfriador.

“Os produtores não tem condições de comprar, muito menos de manter o resfriador em sua casa, para colocar o leite enquanto espera o caminhão de transporta o produto para os laticinios. O equipamento gasta muito energia elétrica. A medida é boa para os grandes produtores”, comenta Zanon.

Outro agravante, conforme Zanon é o preço do queijo que também está em baixa. Segundo ele, com a crise econômica, houve queda no consumo de queijo e o preço da mussarela também sofreu uma queda considerável.

“O quilo de queijo a R$ 5.80, 00 não paga sequer o custo de produção. Tem muitas empresas do setor que tem cargas de queijos e não consegue vende-las”, lamenta o presidente da Cooperguarantã.

O presidente da Cira Braço Sul, Eduardo Krelling, disse que o arrendamento do laticínio da Cooperativa foi um bom negócio para os produtores de leite, porque o pagamento pelo produto entregue está sendo pago em dia.

“A cooperativa tinha uma dívida de R$ 500 mil com a empresa e não tínhamos recursos para pagá-la. Estabelecemos no contrato que, no momento que a Cira tiver como pagar a dívida, retoma o laticínio”, explicou.

Para Eduardo não há em curto prazo previsão de melhoras no preço do leite. “A situação é difícil, mas as produtoras de leite não têm alternativas. Se parar de entregar o leite é ainda pior. E antes de março não acredito que haverá melhora do preço do leite”, diz.

 


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