21/04/2015 às 08h22min - Atualizada em 21/04/2015 às 08h22min

Produzir mais carne e leite em menos tempo e área são os desafios da moderna pecuária

O resultado é a melhoria gradativa dos indicadores produtivos e reprodutivos, abatendo o gado com mais precocidade e, assim, aprimorando a qualidade da carne”, ressaltou Luiz Claudio Paranhos, presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), no lançamento da Expozebu – a maior exposição da pecuária brasileira – e da Expozebu Dinâmica, que abriu um dia de importantes discussões sobre a produção de carne bovina e leite, incluindo mais uma etapa do Circuito 100% PMGZ, no dia 09 de abril, no auditório da Dow Agrosciences, em São Paulo. A 81ª Expozebu tem como tema ‘Zebu: Produtivo e Sustentável’ e será realizada entre 03 e 10 de maio de 2015, em Uberaba.

“Só preço não resolve. É fundamental vencer a batalha da produtividade na pecuária”, confirmou o economista José Vicente Ferraz, diretor da Informa FNP, presente ao evento.

O lançamento da Expozebu e da Expozebu Dinâmica, mostra de equipamentos, insumos e produtos para a pecuária de corte e leite, nos dias 6 a 8 de maio, também em Uberaba, trouxe à mesa de discussões temas relevantes detalhados na etapa paulista do Circuito 100% PMGZ.

“Tão importante quanto olhar números é olhar para os animais. O Programa de Melhoramento Genético Zebuíno (PGMZ) avalia com muito rigor os bovinos, tanto nos aspectos produtivos quanto reprodutivos. Esse é o motivo de estar atraindo tantos criadores de zebu que, assim como nós, investem na produtividade e na obtenção de indicadores zootécnicos cada vez melhores”, ressalta Luiz Antonio Josahkian, superintendente técnico da ABCZ.

O investimento no melhoramento genético é importante e deve estar associado ao intenso cuidado com a qualidade das pastagens. “Há no Brasil cerca de 98 milhões de hectares de pastagens com algum nível de degradação. Se cuidarmos de uma fração dessa imensidão de terras teremos condições de contribuir para o aumento da produtividade na pecuária”, ressaltou Roberto Risolia, líder de Sustentabilidade da Dow Agrosciences.

Luiz Fernando Tamassia, diretor de Inovação e Ciência da DSM Tortuga, trouxe números para demonstrar o aumento dos índices de produtividade a partir da correta suplementação mineral dos bovinos. Porém, destacou, apenas cerca de 40% do rebanho brasileiro usa algum tipo de sal mineral. “Ainda temos muito o que caminhar, mas o importante é que o pecuarista já dispõe de produtos inovadores e eficazes para contribuir para o ganho de peso dos animais”, disse Tamassia.

“O desafio dos frigoríficos, como a Marfrig, é contar com lotes de animais homogêneos e prontos para o abate mais cedo para poder extrair o máximo das carcaças e obter a melhor rentabilidade possível”, assinalou José Pedro Crespo, diretor de Originação da Marfrig Global Foods, durante o Circuito 100% PMGZ, em São Paulo. “Temos programas, como Nelore Natural, que bonifica os pecuaristas pelo uso de genética superior e correto manejo sanitário e nutrição. Mas ainda é preciso evoluir mais”.

A produção sustentável foi tema da palestra do prof. José Aurélio Garcia Bergman, da Universidade Federal de Minas Gerais, mas deu o tom de todo o evento. “Não há como fugir do lugar comum: a pecuária precisa ser economicamente viável, socialmente justa e ambientalmente adequada. O fato novo é a importância do meio ambiente nessa discussão e sobre isso é preciso avançar com o pensamento claro de que produzir sustentavelmente também significa cuidar da terra”, reforçou o especialista da UFMG.

Parceria e confiança no PMGZ – O circuito 100% PMGZ em São Paulo também marcou a assinatura da parceria entre a ABCZ e a Associação dos Criadores de Nelore do Brasil. Agora, o PMGZ torna-se o Programa de Melhoramento Genético oficial da ACNB. “A produtividade é um fator essencial na pecuária moderna. E ela começa com animais de genética superior. Apoiamos e incentivaremos os criadores a aderirem às ferramentas que o PMGZ oferece em prol do aumento da produtividade”, afirmou Pedro Gustavo Novis, presidente da ACNB.

Essa percepção é compartilhada por outros importantes pecuaristas, como José Luiz Niemeyer dos Santos (Fazenda Terra Boa), vice-presidente da ACNB, parceiro do Programa PMGZ. “A confiança de trabalhar com um banco de dados chancelado pela ABCZ traz ainda mais tranquilidade no manejo diário focado em resultados, pois sabemos se tratar de um trabalho sério feito por quem entende das necessidades reais da pecuária”, afirma Niemeyer.

Jovelino Mineiro Filho, criador de Brahman da Fazenda Sant’anna de Rancharia e vice-presidente da ABCZ, acaba de completar 40 anos de pecuária e é um notável entusiasta do PMGZ. “Acho de extrema relevância um programa que comprove sua eficácia impulsionando lucratividade. E isso eu encontrei com o PMGZ. Estou muito satisfeito com os resultados obtidos até o momento, em especial com melhora dos índices da progênie. Afinal, as novas gerações é que devem apresentar melhorias zootécnicas”, destaca Jovelino.

Tadeu Oliveira, criador de nelore mocho no Sul de Minas Gerais, acompanhou de perto a etapa do Circuito 100% PGMZ, em São Paulo, e saiu muito satisfeito com o que colheu de informações. Parceiro do PMGZ há um ano e meio, ele destacou a eficiência do Programa. “O PMGZ trouxe melhor controle da minha produção. Também já sinto diferença na conformação dos bezerros. Ou seja: sem dúvida, agora consigo enxergar mais claramente o desenvolvimento da progênie”, comentou.

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