12/12/2014 às 08h35min - Atualizada em 12/12/2014 às 08h35min

Balanço da Câmara Setorial do Leite destaca avanços da cadeia produtiva

Assessoria de Comunicação da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Agronegócio

A organização da cadeia produtiva leiteira é uma das grandes marcas da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Agronegócio implementada nessa gestão. Processo que resulta da construção coletiva com produtores, indústria, entidades representativas, e órgãos públicos. 

A afirmação foi feita pelo titular da pasta, Claudio Fioreze, em reunião da Câmara Setorial do Leite, que contou com a presença do coordenador, João Milton Cunha, do coordenador das Câmaras Temáticas da Seapa, Carlos Barbieri, do diretor executivo do Instituto Gaúcho do Leite (IGL), Oreno Ardêmio Heineck, além de representantes de entidades e do segmento empresarial. 


De acordo com Fioreze, a estrutura de funcionamento da cadeia produtiva é baseada na trilogia: Prodeleite, que tem a função de projetar o setor, o Fundoleite, financiamento das ações, e do IGL, responsável pela aplicação dos recursos do fundo. A produção leiteira está presente em 90% dos municípios gaúchos e engloba 121 mil famílias.

“Baseado em experiências que estão sendo desenvolvidas em países europeus, traçamos um planejamento estratégico para a cadeia produtiva, pensado propostas para o setor como políticas de Estado, com caráter duradouro. E avançamos muito desde que assumimos a Secretaria. Dar continuidade neste processo é a tarefa para o próximo período. Só temos a agradecer a confiança do setor e dos produtores que nos deram todo apoio para criar políticas públicas que permitiram a organização da cadeia leiteira”, destacou Fioreze. 

Entre os avanços assegurados a partir de 2011, que abrangem a área de sanidade, prevenção, fiscalização e fomento, Cunha destacou a criação do programa Mais Leite de Qualidade, regulamentação da coleta de leite cru refrigerado e seu transporte a granel, adoção da instrução normativa 62/2011 do Ministério da Agricultura, a criação do programa de incentivos às pequenas indústrias de laticínios, aumento dos créditos presumidos para indústrias que processam até dois milhões de litros mês para a fabricação de queijos, instituição da Aliança Láctea Sul Brasileira, a ampliação de 5 a 10% para outros derivados lácteos para quem processa até 150.000 litros de leite ao mês, e o Dissemina, maior programa de inseminação artificial do Brasil, que visa o melhoramento genético do rebanho gaúcho.

Cunha detalhou ainda todo histórico das ações, palestras e grupos de trabalho que foram realizadas até o momento. Para continuidade das políticas públicas, o coordenador da Câmara Setorial sugeriu como próximos passos o encaminhamento do projeto que institui o programa Mais Leite de Qualidade para Assembleia Legislativa, certificação de identificação e da qualidade do queijo Serrano, regulamentar o a lei do Prodeleite, auxiliar a implantação do projeto piloto da rastreabilidade através do avanço do PROCETUBE no Estado, consolidar os alinhamentos propostos pela Aliança Láctea Sul Brasileira.

Fioreze finalizou a reunião reforçando a necessidade de atuação conjunta entre a esfera pública, produtores e indústria. Segundo o secretário, é isso que vai fazer o leite gaúcho saltar de patamar e alcançar novos mercados.

 


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