08/05/2014 às 10h37min - Atualizada em 08/05/2014 às 10h37min

Leite Gaúcho alerta para cuidados na cria de terneiras e novilhas

Futuras produtoras de leite, as terneiras e novilhas ainda necessitam de cuidados especiais de manejo no Brasil. O alerta foi feito na sexta-feira (09/05), durante o Dia de Campo Bovinocultura de Leite, promovido pela Prefeitura de Condor e Emater/RS-Ascar. Participaram do evento, produtores de nove municípios do Noroeste gaúcho e beneficiários do Programa Leite Gaúcho, do Governo do Estado. “Cuidar da terneira não é um custo, é um investimento”, disse o engenheiro agrônomo da Emater/RS-Ascar Diogo Schwertner.

Segundo especialistas, no período pós-parto, aumentam as chances de ocorrerem óbitos e problemas que irão comprometer o futuro da produção de leite. O tema foi abordado em cinco estações no Dia de Campo, com destaque para a silagem de colostro, alimentação no início da ruminação, viabilidade econômica da reposição de animais, genética e controle de doenças no rebanho.

A terneira recém-nascida deve ingerir o colostro nas primeiras horas de vida. “O colostro transfere imunidade”, justificou Schwertner. Até o segundo mês, o leite é o principal alimento. “Se o produtor quiser, pode substituir o leite pela silagem de colostro”, sugeriu o agrônomo da Emater/RS-Ascar. Tecnologia social premiada pela Fundação Banco do Brasil, a silagem de colostro deve fermentar por 21 dias antes de ser oferecida aos poucos, misturada com água morna.

A alimentação ofertada nos primeiros meses de vida irá impor o ritmo com que a terneira irá se transformar em ruminante, ou seja, ser capaz de sobreviver de pastagem. “A partir da segunda semana de vida, podem ser fornecidos ração e feno de boa qualidade. Silagem, somente após os seis meses”, frisou o médico veterinário do Sindicato Rural, Paulo Renato Prauchner.

A extensionista social da Emater/RS-Ascar Roseli Seitenfuss insistiu para que os produtores façam o cálculo para saber quanto custa criar uma novilha e o momento de descartar animais no rebanho – quando eles não produzem mais leite, são inférteis, muito velhos e apresentam problemas no úbere, por exemplo.

Para o pesquisador da Embrapa Pecuária Sul, Marcos Yooko, é muito importante saber qual é o tipo de genética mais adequado ao sistema de produção de leite específico de cada produtor, porque isso implica em maior retorno financeiro. Ao comprar o sêmen, o produtor deveria prestar muita atenção nas características do touro.

A médica veterinária da Cotripal, Jaline Rodrigues Falkenberg, alertou para os sintomas e tratamento de doenças do rebanho, em especial, diarreias e pneumonia, segunda doença mais comum entre as terneiras.

Leite Gaúcho
Estratégia para desenvolver a bacia leiteira no Rio Grande do Sul, o Programa Leite Gaúcho financia assistência técnica para 30 mil famílias gaúchas. A Emater/RS-Ascar é executora do programa no Estado. “Com a criação do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e da Secretaria de Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo (SDR), foi feito um arranjo nacional, que tem garantido a reestruturação da Emater e a assistência técnica aos agricultores”, analisou o gerente da Emater/RS-Ascar da região administrativa de Ijuí, Geraldo Kasper.

O Dia de Campo Bovinocultura de Leite, destacou a engenheira agrônoma da Emater/RS-Ascar, Auria Schröder, teve o apoio da Câmara Municipal de Vereadores, Associação da Indústria, Comércio, Serviços e Agropecuária (ACI) de Condor, Embrapa, Cotripal, Sindicato dos Trabalhadores Rurais, Sindicato Rural e Movimento dos Pequenos Agricultores. “É um dia especial para nós e para o setor leiteiro, tão importante para nossa economia”, disse o prefeito de Condor, José Francisco Teixeira Cândido.

Assessoria de Informação da Emater/RS-Ascar - Regional de Ijuí - Jornalista Cleuza Noal Brutti


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