01/09/2013 às 13h22min - Atualizada em 01/09/2013 às 13h22min

Leite Legal começa em Minas

CNA

Até setembro de 2015, o Senar Minas (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural) vai capacitar gratuitamente produtores de 15 mil propriedades, através do Programa Leite Legal, cujo objetivo é atender aos padrões de qualidade previstos na Instrução Normativa 62 do Ministério da Agricultura (Mapa).

“Queríamos um programa simples, de fácil adesão e execução, de maneira que os produtores possam adequar o sistema produtivo sem grandes investimentos e alcançar rapidamente os níveis desejáveis”, disse o presidente do Sistema Faemg (Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais), Roberto Simões. 

Para o presidente das Comissões de Leite da Faemg e CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), Rodrigo Alvim, a capacitação é fundamental para que se produza leite de qualidade no país, acrescentando que toda a cadeia precisa se aperfeiçoar. “Os Estados Unidos possuem programas voltados para a qualidade do leite desde 1908 e a Europa há mais de 50 anos. 

No Brasil, quando o Mapa publicou a instrução normativa IN 51, em 2002, queriam que o país apresentasse níveis europeus de qualidade em seis anos. Sabíamos que isso não era possível. Temos um longo caminho pela frente e o Leite Legal veio para atender esse objetivo.”

Sobre o Programa
O Leite Legal é um programa nacional idealizado pela CNA e Senar, promovido em parceria com o Sebrae. O objetivo é capacitar produtores para que estejam aptos a atender, principalmente, às exigências mínimas dos parâmetros de contagem bacteriana total (CBT) e de contagem de células somáticas (CCS). No Brasil, o objetivo é alcançar 81 mil propriedades em dois anos.

As turmas serão formadas por até dois representantes de 15 propriedades, indicadas pelos laticínios, e a capacitação será divida em duas partes: aula teórica, com carga horária de 16 horas, e visita à propriedade. Após três meses é realizada a reunião de avaliação para verificar se os índices foram alcançados. As propriedades que não alcançarem a meta recebem a segunda visita do técnico que indicará as ações corretivas.

 


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