22/06/2013 às 12h26min - Atualizada em 22/06/2013 às 12h26min

PR: extensionistas fazem curso de produção sustentável de leite

Emater/PR

Trinta técnicos da assistência técnica oficial do Estado, de prefeituras e ONG’s participaram no início deste mês de um curso sobre a produção ecológica de leite. A atividade faz parte de uma agenda de eventos sobre Agroecologia que o Sistema Estadual de Agricultura (Seagri), por meio do Instituto Emater e do Centro Paranaense de Referência em Agroecologia (Cpra), está colocando em prática. 

Os técnicos já lidavam com a produção leiteira, mas agora tiveram a oportunidade de aprofundar seu conhecimento sobre práticas como a homeopatia, o sistema silvipastoril, o pastoreio rotativo, o conforto e bem estar animal. O objetivo do curso, que teve o apoio do MDA, foi capacitar os extensionistas e formar uma rede entre eles, para que possam trocar informações e ampliar a divulgação das práticas voltadas a uma produção sustentável de leite. 

Paulo Lizarelli, responsável pela área de Agroecologia do Instituto Emater, informou que os técnicos puderam debater temas como o manejo do solo e água em sistemas de produção de leite a pasto; o manejo adequado do esterco do rebanho e seu uso como fertilizante; o controle de mastite, bem como de ecto e endoparasitas, com práticas alternativas como a fitoterapia. Além das aulas teóricas, os participantes puderam participar de atividades práticas nas dependências do Centro Paranaense de Referência em Agroecologia (Cpra). 

O curso contou com a colaboração de especialistas da Embrapa-Florestas, Embrapa-Gado de Leite, Ufpr, Biolabore/Itaipu e Núcleo de Agroecologia e Desenvolvimento Sustentável (Nads) da UEM, além de técnicos da Emater e do CPRA que também ministraram aulas. 

Lizarelli comentou que a incorporação de alguns conceitos da agroecologia na bovinocultura leiteira pode significar ganhos para o criador. Ele lembrou, por exemplo, que o sistema PRV (Pastoreio Racional Voisin) torna possível a produção de leite apenas com o manejo adequado das pastagens, diminuindo os gastos com rações e silagem na alimentação dos animais. Com o aprendizado e amadurecimento deste sistema, segundo Lizarelli, o criador consegue diminuir seu custo de produção e aumentar sua independência em relação à compra de insumos, aumentando as sobras lucrativas da propriedade e avançando rumo a modelos mais estáveis e sustentáveis. 

A partir desse curso, cada técnico vai acompanhar, no mínino, duas propriedades em suas regiões de atuação, prestando toda assistência necessária aos produtores que estão dispostos a adotarem um sistema sustentável de produção leiteira. Lizarelli observou que a capacitação, tanto de técnicos como de produtores, deve continuar, conforme a necessidade e demandas de cada localidade.

 


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