22/06/2013 às 12h15min - Atualizada em 22/06/2013 às 12h15min

UEL promove curso para ensinar a identificar leite adulterado

Governo do Paraná

Para prevenir problemas à saúde pública em função de leite adulterado, a Universidade Estadual de Londrina (UEL) criou um curso para identificar fraudes no leite por adição de reconstituintes, conservantes e neutralizantes. 

O curso está com inscrições abertas e será realizado em 27 e 28 de junho, no Laboratório de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Lipoa), no Hospital Veterinário da UEL, no campus universitário. 

“Curso teórico-prático para identificação de fraudes” é destinado a técnicos de laticínios, da vigilância sanitária, fiscais de inspeção, além de estudantes e profissionais da área de Saúde. As inscrições custam R$ 120,00 e podem ser feitas no endereço www.uel.br/laboratorios/inspecao/index_arquivos/Page561.htm. 

A coordenadora do curso, professora Vanerli Beloti, explica que a proposta é preparar recursos humanos especializados que possam identificar qualquer tipo de fraude. “É preciso que estes profissionais tenham condições de verificar problemas com provas simples, de rotina, nos próprios locais de trabalho”, explica.

O curso vai abordar os efeitos e a identificação dos elementos utilizados para fraudar as amostras por meio da adição de açúcar, sal, citrato, ureia, álcool, bicarbonato, soda cáustica, formol, hipoclorito de sódio e peróxido de hidrogênio. Terá 16 horas/aula, sendo 12 de aulas práticas. 

O corpo técnico é formado por Vanerli Beloti, que também é coordenadora do Lipoa, tem participação da professora Lívia Cavaletti Correa da Silva, da Unifil e Ufrs, e de Ronaldo Tamanini, agente universitário de nível superior do Lipoa. 

O Lipoa tem 23 anos de atividades e é especializado em análises físico-químicas e microbiológicas de leite e derivados, bem como em consultorias a produtores, órgãos públicos e indústrias de laticínios, na área de qualidade do leite. O laboratório é referência em pesquisa e abriga o grupo de pesquisa interinstitucional “Riscos microbiológicos e químicos associados ao leite” credenciado pelo CNPq, que abrange outras seis universidades brasileiras.

 


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