22/06/2013 às 10h44min - Atualizada em 22/06/2013 às 10h44min

Rede Leite possibilita aumento na renda de produtores na região Noroeste

Governo do Rio Grande do Sul

O casal de agricultores de Salto do Jacuí, Elisabete e Milton Mello, recebeu, no assentamento Oriental, onde mora, a visita de pequenos produtores de leite e de extensionistas da Emater/RS-Ascar de 15 municípios da Região Noroeste.

A visita é uma das estratégias adotadas pelo Programa em Rede de Pesquisa - Desenvolvimento em Sistemas de Produção com Atividade Leiteira na Região Noroeste do Rio Grande do Sul (Rede Leite), para estimular a interação entre as 67 famílias que participam da rede.

O prefeito de Salto do Jacuí, Altenir Rodrigues da Silva, compareceu ao evento para afirmar que o poder público municipal é "parceiro" do programa. "É através da agricultura que vamos desenvolver o município", disse. 

Transição da soja para o leite 
Antes de ingressarem na Rede Leite, em 2009, Elisabete e Milton Mello plantavam soja. "Eu pagava pelo arrendamento da terra, para colherem e transportarem minha produção até a cidade. No final, se tudo saísse mal, eu já começava o ano seguinte endividado", lembrou Mello. Mesmo assim, o casal havia decidido se desfazer do plantel leiteiro.

Em 2009, no entanto, eles aderiram à Rede Leite. "Foi quando visitamos uma propriedade de cinco hectares, em Esperança do Sul, com 18 vacas em lactação, e daí vimos que a atividade era viável e mudamos os nossos planos, ao invés de plantar soja, nos concentramos somente na produção de leite", afirmou o produtor, que possui 27 hectares. 

O plantel leiteiro atual é de 29 vacas da raça jersey. "Com o trato de uma holandesa eu consigo manter três vacas jersey", comparou Mello. 

Com a adoção de práticas sugeridas pela Rede Leite, os custos para produzir um litro de leite têm diminuído, fazendo sobrar mais dinheiro no caixa da família. A margem líquida obtida por litro de leite passou de R$ 0,35 em 2009, para R$ 0,37 em 2011. A produção mensal varia de 9 a 12 mil litros.

Segundo o técnico agrícola da Emater/RS-Ascar Dionísio Treviso, os Mello já ultrapassaram a meta inicial, que era chegar a uma renda mensal de R$ 6 mil. "O leite paga a faculdade de Engenharia Elétrica da nossa filha, a luz, combustível, prestação do trator, tudo é pago com o que recebemos do leite", elencou Mello. 

Seriedade 
O presidente do Conselho Municipal de Agricultura, Alberi Alves de Camargo, elogiou o esforço dos pequenos produtores e lembrou o recente escândalo de adulteração do leite com água e formol, no Rio Grande do Sul. "Os marginais que adulteraram leite deveriam se espelhar no esforço dessas pessoas que estão aqui hoje", disse Camargo. 

Também participaram do encontro, em Salto do Jacuí, a chefe da equipe municipal da Emater/RS-Ascar, Tânia Treviso, o assistente técnico regional de Sistemas de Produção Animal da Emater/RS-Ascar, Oldemar Weiller, o supervisor das microrregiões administrativas da Emater/RS-Ascar de Cruz Alta e Não-Me-Toque, Rudimar Petter, e o secretário municipal de Agricultura, Antônio Gabriel da Silva. 

Rede Leite 
Além das 67 famílias de pequenos produtores, também integram a Rede Leite as seguintes instituições: Emater/RS-Ascar, Embrapa Pecuária Sul, Embrapa Clima Temperado, Unijuí, Unicruz, Fepagro, Insitituto Federal Farroupilha - campus Santo Augusto, Cooperfamiliar e Agel. O próximo encontro da Rede Leite será em 21 de junho, em Alto Alegre.

 


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