06/10/2011 às 14h15min - Atualizada em 06/10/2011 às 14h15min

Minas melhora qualidade de produtos lácteos do Estado

Governo de Minas Gerais

O rigor das exigências sanitárias sempre foi um empecilho para a exportação brasileira de produtos lácteos. Entretanto, a indústria mineira de laticínios está mudando essa história e se adequando aos padrões internacionais. 

O Sistema Mineiro de Qualidade do Leite (SMQL), projeto implantado pelo Polo de Excelência do Leite e Derivados da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sectes), já melhorou a qualidade do leite produzido por diversos laticinistas do Estado. Números divulgados pela empresa contratada para realizar a capacitação, a QConz América Latina, mostram uma redução significativa na Contagem Bacteriana Total (CBT) e na Contagem de Células Somáticas (CCS) nos laticínios que aderiram ao programa. 

Os dados revelam que os fornecedores das indústrias laticinistas participantes estão conseguindo se adequar às novas exigências da Instrução Normativa 51, que regulamenta a produção, a identidade e a qualidade do leite. O Laticínio Alzira, localizado em Argirita, na Zona da Mata, reduziu, entre os meses de abril e julho, cerca de 70% no índice de CBT e 45% no de CCS. 

Essa diminuição serve como parâmetro no que diz respeito ao aumento da qualidade e do rendimento dos produtos lácteos. A fábrica foi uma das primeiras a ter seus fornecedores atendidos pelo SMQL. “O programa trouxe boas perspectivas para nós. Já implantei em quase todos os meus fornecedores e foi possível observar uma melhora quase instantânea na qualidade do queijo”, declara o diretor-geral do laticínio, Mário Cézar. 

Outro resultado positivo foi notado no Laticínio São Vicente, localizado no município de São Vicente de Minas, no Sul do Estado. De acordo com a empresa Qconz, entre os meses de junho e agosto, houve uma diminuição média de 64% em CBT e de 41% em CCS. “Estou muito satisfeito com os resultados. Fiquei surpreso como um processo tão simples pode trazer benefícios tão rápidos e significativos. Com certeza está sendo muito bom, tanto para o laticínio quanto para os produtores. Agora estamos planejando ampliar o trabalho”, relata o diretor, Paulo Gribel. 

Resultados 
O projeto do Polo de Excelência do Leite e Derivados, que foi uma demanda do setor de laticínios, atingiu 40 indústrias, das quais 20 já tiveram o treinamento finalizado. No total, cerca de 300 produtores rurais foram capacitados. Os recursos investidos pela Sectes e pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig) chegam a R$ 584 mil, com uma contrapartida do mesmo valor da iniciativa privada. A capacitação das indústrias laticinistas faz parte do projeto de qualificação desenvolvido pelo SQML. A expectativa é de que, até o final do ano, fornecedores de 100 indústrias da Zona da Mata sejam contemplados com o treinamento. 

Como funciona 
O projeto-piloto foi baseado em uma metodologia neozelandesa que reúne técnicas simples e econômicas, tanto para a implantação quanto para sua manutenção. Essas experiências foram trazidas pela Qconz que elaborou, em parceria com o Polo do Leite, o sistema de qualidade. O trabalho é realizado em oito dias em cada laticínio, sendo dois dias de consultoria para definir e implantar a infraestrutura de qualidade, três dias de formação em CBT, CCS e antibióticos para ambos os sistemas de ordenha e três dias acompanhando os técnicos do laticínio nas fazendas. 

O Polo de Excelência do Leite e Derivados está sediado em Juiz de Fora, na Zona da Mata, e tem uma parceria efetiva com instituições de pesquisa, entre elas Embrapa Gado de Leite, Instituto de Laticínios Cândido Tostes e Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). 

Os interessados podem se cadastrar no programa através do portal: www.polodoleite.com.br.


 


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