05/08/2008 às 14h59min - Atualizada em 05/08/2008 às 14h59min

Leites infantis

O leite materno é o melhor alimento para a criança, especialmente no primeiro ano de vida. Particularmente no primeiro semestre não há necessidade de qualquer outra alimentação, pois o leite contém praticamente tudo que o bebê precisa para se desenvolver; o leite materno deve ser oferecido à criança dentro do regime que se chama de livre demanda: o bebê determina quando e quanto quer mamar.

Benefícios do aleitamento materno:

· É o alimento ideal para o crescimento e desenvolvimento. Possui as quantidades apropriadas de carboidratos, proteínas, gordura e outros nutrientes essenciais para o bebê.

· Está sempre fresco, na temperatura ideal, livre de bactérias e pronto para beber.

· Contém anticorpos que melhoram o sistema imunológico, protegendo o bebê contra infecções.

· É mais facilmente digerido.

· O bebê tem menos chances de ser alérgico ao leite materno, principalmente se consumiu o colostro (a primeira secreção do seio após o parto).

· O bebê é menos propenso a ser alimentado em excesso.

· É mais barato.

· É mais prático. Não tem necessidade de lavar e esterilizar mamadeiras e bicos.

· Ajuda o útero a voltar ao tamanho normal.

· Quase todas as mulheres são capazes de amamentar no seio.

· Ajuda a mãe a perder o seu excesso de peso mais fácil e rápido.

· Diminui os riscos de câncer no seio.

· Promove uma relação efetiva e profunda entre mãe e filho.

Mas, se por algum motivo não for possível amamentar o bebê, o melhor substituto são as fórmulas infantis, que são os leites modificados, elaborados a partir do leite de vaca, adequados nutricionalmente quanto às proteínas, vitaminas, sais minerais e, principalmente, ferro. Vale lembrar que os leites de vaca integral pasteurizado, em pó ou longa vida, não são apropriados para o consumo da criança nos primeiros meses de vida. O leite de vaca não modificado não contém todos os sais minerais, vitaminas e o ferro de que o bebê necessita.

O uso responsável da fórmula láctea infantil pela mãe com problemas reais de alimentação ao peito, pode ser salvador. Já o uso irresponsável, por má orientação pediátrica ou nutricional, priva a criança da proteção do leite materno, expondo-a a possíveis alergias ou intolerância ao leite de vaca. O futuro da fórmula infantil está no melhor equilíbrio em sua composição, com adição de ferro, vitaminas e sais minerais em doses suficientes para atender as recomendações nutricionais, modificação das proteínas visando a diminuição de reações alérgicas e com utilização de nucleótidos, essenciais para a formação do tecido ocular e para o desenvolvimento do sistema nervoso central.

É muito importante manter métodos corretos de preparo da mamadeira com higiene, pois o uso de mamadeira e água não fervidas e diluição incorreta podem causar sérias doenças no bebê. Um hábito perigoso é o preparo antecipado das fórmulas, deixando a mamadeira pronta e morna para facilitar o aleitamento noturno ou durante passeios.

Reforçando, a alimentação artificial para bebês deve ser a exceção, não a regra. 

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