26/10/2010 às 16h13min - Atualizada em 26/10/2010 às 16h13min

Gestão da Inovação nas Pequenas Empresas

Durante muitos anos, as empresas puderam refugiar-se, sobreviver e até mesmo crescer em um ambiente isolado e protegido, conhecido como mercado interno.

 

Neste ambiente, o governo, a t

 

 

 

Isso permitiu que durante parte do século passado empresas ineficientes, comprodutos caros e sem qualidade, sobrevivessem pela absoluta falta de opção.Com o advento da globalização, esse panorama muda radicalmente, pois pressões internacionais pela eliminação das barreiras alfandegária a uma concorrência brutal, que leva muitos negócios ao colapso.

 

Os sobreviventes desta concorrência têm que se adaptar às novas condições, onde preço e qualidade deixam de ser diferenciais, tornando-se requisitos, sendo que para muitos autores, a capacidade de inovar é o grande diferencial competitivo, que pode possibilitar a sobrevivência das empresas.

 

 

Em um artigo publicado no “Journal of Product Innovation Management” em 1994, Robert G. Cooper declarou: “É evidente que qualquer empresa que não inovar e melhorar ir  manutenção do 

 

 

 

 

Acs & Audretsch (1991)

 

 

 

1) A “descentralização” de certas tecnologias (por ex: 

 

 

M

 

 

 

2) A globalização que torna os mercados mais voláteis, onde a flexibilidade organizacional e produtiva das pequenas empresas representa uma vantagem;

 

3) A mudança da composição da força de trabalho na  economia norte-americana (Os Babyboomers e as mulheres parecem ser trabalhadores mais adequados às pequenas empresas);

 

4) A preferência dos consumidores por produtos segmentos em detrimento a produtos massificados, o que possibilita uma redução nas escalas de produção;


ítulo de fortalecer a indústria nacional, criava barreiras alfandegárias que protegiam os fabricantes dos grandes “players” internacionais.status quo, consciente ou inconscientemente, irá  inevitavelmente, permitir à concorrência, conquistar e crescer. Para qualquer  negócio, de agora em diante, inovação é parte da estratégia de sobrevivência”.  Essa nova realidade atinge de forma mais evidente as empresas de pequeno porte, que  necessariamente precisam inovar para sobreviver., citados por Dacorso & Yu (2002), elaboraram uma hipótese  segundo a qual as pequenas empresas norte-americanas obtêm vantagens neste processo,  devido aos seguintes fatores:áquinas CNC) que permitem uma redução na escala  mínima de eficiência;

Situação Brasileira


 

No Brasil, os pequenos negócios formalizados, ou seja,

 

Entre as razões para esse insucesso, indicadas na pesquisa realizada pelo SEBRAE-SP entre outubro e novembro de 2002,destacam–se entre outras:


as micro e pequenas  empresas, representam, segundo dados do Sistema SEBRAE, 99% do total das empresas,  67% das ocupações e 20% do PIB.  Apesar da importância destes negócios para a economia, de cada 100 novos negócios formalizados no estado de São Paulo, 31 não completarão 1 ano de existência, não chegarão ao 5º ano.



 

§


Deficiência no planejamento anterior à abertura;

§


Deficiências na gestão do negócio (finanças/custos/fluxo de caixa, aperfeiçoamento de produto, divulgação, vendas/comercialização,  falta de busca por assessoria técnica/profissional);

§


Insuficiência de políticas de apoio (peso dos impostos, encargos  trabalhistas, burocracia, crédito, política de compras governamentais);

§


Consumo deprimido e concorrência muito forte;

§

 

Na declaração dos entrevistados, o tema inovação passa ao largo, podendo ser, com algum esforço, apropriado sob o item “aperfeiçoamento de produto”, demonstrando um claro descaso com o tema.

 

A Pesquisa Industrial Inovação Tecnológica – PINEC 2000, realizada pelo IBGE, citada no documento “Como Alavancar a Inovação Tecnológica nas Empresas” (ANPEI, 2004) indica que a Taxa de Inovação das Empresas Brasileiras é de 31,5% da espanhola.


Problemas de saúde, criminalidade e sucessão familiar.

 

Além disso, o Programa de Incubadora de Empresas provê um ambiente favorável  para que empresas de base tecnológica possam minimizar os riscos inerentes às inovações  contidas em seus processos.  Todo esse conjunto de atividades desenvolve-se, suportado por uma rede de parceiros tecnológicos capazes de atuar de forma eficaz em praticamente todas as áreas do conhecimento, cujo estabelecimento é previsto como uma das diretrizes estratégicas do Sistema SEBRAE. Conforme citado por Alvin(1998)” O papel do Sebrae tem sido o de mostrar o caminho das pedras”



É importante o estabelecimento de um esforço das entidades geradoras deconhecimento em ampliar os escopos de estudo, saindo dos casos das grandes empresas,onde existe uma abundância de dados e referências, voltando-se para um universo aindadesconhecido, que se corretamente estimulado pode, pelo seu volume (99% do total dasempresas), alavancar de forma significativa a economia brasileira.

 

 

Contexto

 

 

 

 

 

 

5) O movimento de desregulamentação da economia americana;

 

6) Uma possível “desconstrução criativa”, conforme o modelo de Schumpeter, onde empreendedores desenvolvem novos produtos e serviços que deslocam as empresas e instituições estabelecidas.

 

 

 

 

 

 

 

Esse processo fica ainda mais prejudicado pela falta de dados e levantamentos sobre a situação da inovação nos pequenos negócios, por exemplo, a pesquisa PINTEC consideraapenas os dados de empresas com mais de 20 funcionários, o que exclui mais de 80% dos estabelecimentos.

 

Neste sentido

 

Esforços de capacitação tecnológica dos empresários e empreendedores, através de cursos que abordam desde a gestão da qualidade como

 

 

 

“Rumo à ISO”, D’Olho Na Qualidade, etc., passando por ferramentas de gestão Industrial Básica como o “Alavancagem Tecnológica”, chegando até a ferramentas mais espec como os cursos “SGE-Gestão do Design” e o “Programa Alimentos Seguros”, contribuem  para a melhoria do nível de informação disponível, facilitando a tomada de decisão.

Entretanto, quando separamos as micro e pequenas empresas das demais, percebemos  taxas de inovação de 28,6% para as MPE’s e de 55,6% para as demais empresas.  O resultado destas duas pesquisas pode confirmar a suposição de que os empresários  da pequena empresa ainda não perceberam o papel fundamental que a inovação tem para a  sobrevivência de seus negócios.  Assim, fica evidente a necessidade de disseminar o conceito de inovação entre os  tomadores de decisão nas empresas, sendo que para isso, faz-se necessário o entendimento  dos motivos que impedem ou dificultam a inovação.  Em muitos casos, as empresas, apesar de desenvolverem atividades inovativas, não  têm consciência de sua postura inovadora, e por esse motivo deixam de apropriar-se dos  resultados desta inovação., o papel do Sistema SEBRAE tem sido o de articular e organizar a  relação entre as entidades geradoras e detentoras de conhecimento e as empresas de  pequeno porte e seus empreendedores, que, através de programas como o SEBRAEtec, tem  possibilitado que pequenas empresas recebam suporte de universidades, centros e institutos  de pesquisa e desenvolvimento, escolas técnicas, prestadores de serviços tecnológicos e  outros, para a melhoria de processos, produtos e métodos de gestão, além de projetos de  inovação.

 




Autor: Antonio Carlos Larubia

Referências bibliográficas: 

Referências Bibliográficas

ACZ,Z.J. & AUDRETSCH,D.B. (1991) Innovation and small firms. 2thed.Cambridge:MIT

Press

ALVIM, Paulo César Rezende de Carvalho. O papel da informação no processo de

capacitação tecnológica das micro e pequenas empresas. Ci. Inf., Brasília, v. 27, n.

1, 1998. Disponível em:


19651998000100004&lng=pt&nrm=iso>. Acesso em: 21 Ago 2006. doi:

10.1590/S0100-19651998000100004

ANPEI(2004) – Como Alavancar a Inovação Tecnológica nas Empresas

BEDÊ, Marco Aurélio (2004) - Sobrevivência e mortalidade das empresas paulistas de 1 a

5 anos(pesquisa): SEBRAE-SP

COOPER,ROBERT G. (1994) - Third-Generation New Product Processes. Journal of

Product Innovation Management 11 (1), .

DACORSO,A.L.R. & YU, A.S.O.(2002) – Inovação e Risco na Pequena Empresa in

SBRAGIA,R & STAL,E (2002) Tecnologia e inovação: experiência de gestão na

micro e pequena empresa : PGT/USP

IBGE (2000) - Pesquisa Industrial Inovação Tecnológica – PINEC


Link
Tags »
Notícias Relacionadas »
Comentários »