Por que a precisão orientada por dados é o futuro da pecuária leiteira

Embrapa transforma o leite caprino em produtos de alto valor agregado, como queijos, iogurtes e doces

Por Embrapa Caprinos e Ovinos
3 5 Min

Por que a precisão orientada por dados é o futuro da pecuária leiteira
Foto Divulgação Embrapa Caprinos e Ovinos

Conjunto de tecnologias desenvolvidas pela Embrapa que transformam o leite caprino em produtos de alto valor agregado, como queijos, iogurtes e doces. O processo adapta métodos tradicionais utilizados por produtores às condições brasileiras, incorporando melhorias como o uso de leite pasteurizado, fermentos lácticos, controle de salga e aplicação de ervas aromáticas e condimentares. O resultado são queijos padronizados, seguros e de alta qualidade, sem perder as características sensoriais do produto original.

Entre os produtos desenvolvidos destacam-se:
- Queijo coalho: fácil de preparar, pode ser armazenado em temperatura ambiente, com variações enriquecidas por ervas e ingredientes da biodiversidade brasileira.
- Queijos maturados e defumados: com aroma, cor e sabor diferenciados, além de maior validade.
- Queijo Minas Frescal probiótico: versão do tradicional Minas Frescal, adaptada para leite de cabra, com adição de probióticos benéficos à saúde.
- Queijos cremosos (tipo Boursin): de massa suave, podem ser temperados para criar patês de sabores variados.
- Queijos artesanais sem fermento láctico: opção de baixo custo, mantendo a qualidade nutricional e microbiológica.
- Queijos com culturas lácticas específicas: uso de culturas termofílicas, mesofílicas e propiônicas para desenvolver queijos com sabor e textura diferenciados.

Principais vantagens para o produtor:
- Diversificação de renda com produtos de maior valor agregado.
- Expansão da oferta de lácteos caprinos no mercado.
- Garantia de alimentos seguros e nutritivos.
- Valorização do leite cru, transformado em queijos e derivados.
- Padrão de qualidade e segurança que atende às demandas do consumidor.
Esta solução tecnológica foi desenvolvida pela Embrapa em parceria com outra(s) instituição(ões).
Onde encontrar:  https://www.embrapa.br/busca-de-publicacoes/-/publicacao/909895/portfolio-de-produtos-lacteos

Para mais informações entre em contato com a Embrapa Caprinos e Ovinos
Fazenda Três Lagoas, Estrada Sobral/Groaíras, Km 4 Caixa Postal: 71 CEP: 62010-970 - Sobral - CE
Fone: (88) 3112-7400

 

 

O avanço tecnológico antes parecia uma subida constante e administrável. Hoje, parece uma corrida vertical. Para muitos de nós, a velocidade da mudança é vertiginosa. Enquanto o mundo avança na velocidade da luz, alguns de nós ainda operam com um currículo tecnológico construído inteiramente em tentativa e erro. Somos a geração do “desliga, conta até 10 e liga de novo”. É um método confiável para um roteador travado ou um tablet teimoso, mas a estratégia de “reset” está ficando um pouco mais complicada à medida que nosso mundo – e nossas fazendas – passam por uma transformação digital completa.

IA: o novo ajudante contratado

Agora vivemos uma realidade em que a Inteligência Artificial (IA) não é apenas uma palavra da moda no Vale do Silício. Ela é um ajudante contratado no coração do campo. Essa mudança pode ser impactante para quem prefere a natureza tangível de uma chave inglesa à natureza intangível de um algoritmo baseado em nuvem. Ainda assim, mesmo que não acompanhemos a velocidade da última atualização de software, o setor que amamos está avançando por nós.

Em nenhum lugar essa evolução é mais evidente do que na fazenda leiteira moderna. O estábulo, antes um lugar de trabalho manual e palpites intuitivos, tornou-se um centro de alta tecnologia, dados e precisão. Vemos isso nas coleiras inteligentes que acompanham cada ruminação e cada passo da vaca, funcionando como um monitor de saúde 24 horas por dia, 7 dias por semana. Vemos isso em sistemas robóticos de ordenha – que permitem às vacas definir seus próprios horários – e em empurradores automáticos da alimentação, os quais garantem que uma dieta fresca esteja sempre ao alcance dos animais.

A IA é agora a parceira silenciosa na sala de ordenha, analisando milhares de pontos de dados, para prever um problema de saúde antes mesmo de a vaca apresentar sintomas. É a tecnologia de visão no estábulo que consegue identificar uma pequena mudança no jeito de andar de uma vaca (uma claudicação subclínica), semanas antes de o olho humano detectar qualquer mancar.

Proteger a intuição com precisão

Para um produtor que ainda acredita no poder de uma contagem regressiva de dez segundos para corrigir uma falha, esse novo mundo pode parecer estarrecedor. No entanto, a beleza desse salto tecnológico é que ele não existe para substituir a intuição do produtor. Existe para protegê-la. Essas ferramentas nos permitem agir de forma proativa, e não reativa.

A transição para uma produção leiteira de alta tecnologia não significa abandonar os valores do passado; significa honrar esse legado, garantindo sua sobrevivência em um mundo altamente competitivo. Talvez ainda precisemos, de vez em quando, desligar um monitor teimoso e contar até 10, mas fazemos isso sabendo que essas ferramentas digitais são a chave para melhor conforto das vacas, maior eficiência e um futuro sustentável para a próxima geração.

 

Fonte: Dairy Herd Management

Traduzido e adpatado pelo Canal do Leite


FONTE: Embrapa Caprinos e Ovinos
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