11/12/2018 às 11h21min - Atualizada em 11/12/2018 às 11h21min

O desenvolvimento da Rota do Leite em Santa Catarina

SEBRAE

Cronograma intenso no oeste catarinense marcou um importante passo para a consolidação da estruturação da Rota da Integração do Leite no Estado

Além do encontro com representantes de órgãos, instituições e produtores, em Pinhalzinho, ocorreram visitas em cooperativas e em duas propriedades rurais que participam do Projeto “Encadeamento Produtivo Aurora Alimentos – Sebrae/SC: suínos, aves e leite” desenvolvido com as parcerias do desenvolvido com as parcerias do Senar/SC, Sescoop/SC, Sicoob, Fundação Aury Luiz Bodanese, Cooperalfa, Itaipu, Auriverde, Coolacer, Copérdia, Caslo, Cooper A1, Coopervil e Coopercampos, Camisc, Cocari, Cotrel, Coasgo, além do Sicredi/RS.

A programação, organizada pelo Núcleo Estadual da Faixa de Fronteira de SC, contou com a participação de representantes do Governo do Estado, do Ministério da Integração Nacional, do Sebrae/SC, das Secretarias do Estado do Planejamento e da Agricultura e Pesca, da ADR de Maravilha, da Udesc, do Conseleite, Sindileite e outros representantes do setor lácteo.

O diretor de Desenvolvimento Regional e das Cidades da Secretaria de Estado de Planejamento, Norton Boppré, realça que a ação representou uma oportunidade rica para quem está trabalhando nesse projeto de inclusão produtiva. A iniciativa está no âmbito do Ministério da Integração Nacional, mas contempla também os interesses de Santa Catarina, especialmente do Núcleo Estadual da Faixa de Fronteira - projeto coordenado pela Secretaria de Estado e Planejamento com a parceria do Sebrae,  Udesc e outras instituições que têm participado desse esforço de implementação da Rota de Integração do Leite.

 O objetivo é definir os polos de produção do leite em SC, Paraná e Rio Grande do Sul e, a partir de então, trabalhar projetos que fomentem as demandas desse importante setor econômico. “O Ministério da Integração participou conosco de visitas de extrema relevância para entender todo o processo, tanto nas pequenas propriedades rurais, quanto em cooperativas fortes da região que congregam o pequeno produtor e que fazem a produção do leite e seus derivados, o que nos deu uma ideia magnífica da importância do setor para a região e para SC”, completa Boppré.

 Segundo ele, o projeto oportunizará que o leite ocupe posição de vanguarda na economia de SC, fazendo com que o Estado, que hoje é o 5º maior produtor de leite, caminhe a passos largos para a quarta posição, buscando consolidar esta cadeia tão importante para a economia, para o pequeno produtor e para a agricultura de SC. “Temos agendado para os próximos meses uma reunião final em uma de decisão que poderá ser no âmbito do Conseleite com a participação da Secretaria de Estado da Agricultura, do MAPA em SC, ou seja, formaremos um colegiado para definirmos e consolidarmos as regiões polos produtoras, o que é uma necessidade do Projeto Rota da Integração do Leite”.

A iniciativa também está sendo colocada em prática no Paraná e Rio Grande do Sul, onde estão os polos de produção que atendem os critérios estabelecidos no projeto da Rota da Integração Nacional, que tem a ver com a densidade produtiva, a representatividade do setor, especialmente em regiões de baixo desenvolvimento, baixa renda e baixos indicadores. “O objetivo é fomentar o crescimento e a melhoria das condições de trabalho e de vida de todos os que militam em torno da cadeia produtiva do leite em SC”, realça Boppré.

Ele complementa que até o final deste ano o projeto da Rota em SC estará consolidado, com todos os polos de produção no Estado definidos. “Depois estruturaremos as organizações para elegermos uma carteira de projetos que seja de relevância para fomentar o desenvolvimento dessa região”, finaliza.

O coordenador da Rota do Leite na macrorregião sul, Joaquim Carneiro Filho, valorizou a organização dos produtores rurais e da Cooperativa Itaipu, onde visitaram. “Foi algo que me surpreendeu muito. Um dos aspectos que me chamou a atenção foi questão da sucessão familiar, os filhos dos produtores se profissionalizando como agrônomos, veterinários e outras áreas afins, nos mostra uma futura geração qualificada, tanto em termos de produção, quanto em qualidade de vida dos produtores”.

 Outra questão interessante, segundo Carneiro Filho, é que hoje os produtores rurais falam em férias. “O produtor que visitamos foi passar um mês na Alemanha, por exemplo. Observamos que o oeste de SC é uma região bem organizada por meio das cooperativas,  que é o que motiva a produção. Há uma de segundo grau que é a Aurora para processar essa produção que também estimula as pequenas. As cooperativas estão fazendo seu papel com o produtor e, além de trabalhar na parte de produção, incentivam e financiam cursos superiores”.

Destaca ainda, que aliado a isso, o Sebrae trabalha forte com os Programas de  Qualidade Total Rural e De Olho na qualidade – ações que integram o Encadeamento Produtivo, juntamente com a Aurora e outras instituições e cooperativas. “Sem esse tipo de apoio não seria possível avançar”, comenta, ao destacar que a região serve como referência ao país e que é essencial difundir esse trabalho para os outros Estados.

Boppré completa que a visita na Cooperitaipu representou um excelente momento. “Participamos de uma apresentação feita pelo presidente Arno Pandolfo sobre o processo de integração com os produtores, bem como sobre a atenção e a capacitação prestada nas pequenas propriedades rurais. Especialmente na questão do leite é realmente a porta para o processo produtivo, ou seja, a Itaipu prepara o produtor para que ele se integre no processo produtivo, inclusive na Cooperativa Aurora, onde se faz toda a agregação de valor ao leite produzido na região”. 

Para finalizar, Carneiro Filho realça que a Rota do Leite visa integrar os produtores e trabalhar os principais gargalos que a cadeia apresenta, buscando estruturação de toda a cadeia para que possa também irradiar em termos de desenvolvimento para os outros polos. No oeste o consenso já foi formado, mas há também iniciativa do Planalto Norte e em Rio do Sul. “Definiremos em quais polos vamos iniciar os trabalhos com ações intensivas e depois construiremos a governança, ou seja, os comitês gestores desses polos. No oeste podemos aproveitar a estrutura das câmaras temáticas e construir estrutura de projetos e ações para que os parceiros possam atuar de forma coordenada para a estruturação desses polos”, observa.

PANORAMA DO LEITE NO ESTADO

Santa Catarina é o quinto produtor nacional, avançando para o quarto lugar. O Brasil produz mais de 34,5 bilhões de litros. O Sul participa com 11,7 bilhões de litros, o que é praticamente um terço do que é produzido em todo o Brasil. E SC com 2,9 bilhões/litros, concentra mais de 70% no oeste. Os 80.000 produtores de leite (dos quais, 60.000 são produtores comerciais) geram 7,4 milhões de litros/dia.

Fonte: SEBRAE

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