22/10/2015 às 10h07min - Atualizada em 22/10/2015 às 10h07min

Alagoas será o primeiro estado do Nordeste a produzir leite em pó

Em 2016, Alagoas vai produzir leite em pó e será o primeiro estado do Nordeste a investir nesse tipo de produção

Tribuna Hoje

Paulo Azevedo, diretor-presidente da Globo Lat, ressaltou o impacto econômico e social de um novo segmento chegando na região do Semiárido alagoano. A empresa vai fabricar os equipamentos da Unidade de Beneficiamento de Leite da Cooperativa de Produção Leiteira de Alagoas (CPLA), localizada no município sertanejo de Batalha.

Ele explicou que a Globo Lat está fornecendo uma planta para concentração e secagem do leite com uma capacidade de 160 mil litros de leite por dia que, para a produção, equivale a 1.000 quilos por hora de leite em pó da melhor qualidade, isso diariamente.

Paulo Azevedo falou dos benefícios para a região, visto que o Estado vai absorver a produção do leite. “Atualmente, Alagoas traz leite em pó de outros estados para comercialização e, produzindo na região vai estimular a venda e a produção da cadeia produtiva do leite. O produtor vai dobrar a produção, ajudando o pequeno, médio e grande produtor do estado”, disse.

Ele acrescentou que o consumidor também será beneficiado porque vai conseguir comprar o leite em pó mais barato. “O leite é essencial para todos. Com a produção sendo incentivada, consequentemente vai incentivar a produzir mais e o preço do produto vai baixar, agradando os consumidores”, frisou o diretor-presidente da Globo Lat.

Sobre a crise, Paulo Azevedo explicou que na cadeira produtiva do leite, quando ele é retirado diariamente, no fim do mês existe um salário para o produtor, incentivando-o; diferente das outras cadeias produtivas, que dependem da venda.

“Em Santa Catarina e no Paraná, após a produção ser feita nas regiões e não importando leite em pó de outros estados, o valor do leite em pó diminuiu e aumentou a produção, ajudando os estados em períodos de crise. A produção de leite em pó acaba sendo uma estratégia para movimentar o mercado e aumentar a lista de produtos já fabricados no Estado no segmento de laticínios”, explicou.

Para ele, a lei governamental de isenção do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) da cadeia produtiva do leite foi inteligente. “Vai incentivar o consumo, que gera a cadeia produtiva. Benefícios de todos os lados: Governo do Estado consumidores e produtores”, finalizou Azevedo.

Fonte: Tribuna Hoje


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