26/07/2011 às 10h37min - Atualizada em 26/07/2011 às 10h37min

Estado planeja recuperar a Central Rio-Grandense de Inseminação Artificial

Correio do Povo

A Secretaria da Agricultura está empenhada em recuperar a Central Rio-Grandense de Inseminação Artificial (Cria) cujo banco genético e os móveis estão parados em um prédio da Embrapa, em Pelotas. Conforme o secretário da Agricultura, Luiz Fernando Mainardi, a área econômica autorizou a secretaria a chamar 30 concursados para seu quadro geral e seis deles serão direcionados para atuar na Cria.

Pelos planos do secretário, a central deve se tornar braço importante de um programa público de inseminação para criadores de gado de corte. Antes da reativação, contudo, o Estado terá de definir se a estrutura será mantida em Pelotas ou transferida para outro município. Segundo o diretor do Departamento de Defesa Animal (DDA), Eraldo Marques, a Cria possui estoque de sêmen, mas não está comercializando o produto até que estas questões sejam resolvidas. 

A transferência da Cria para Pelotas ocorreu com a interdição da sede, que funcionava dentro do parque Assis Brasil, em Esteio, ainda no governo passado. A gestão Yeda também tinha a intenção de reerguer a central, mas o projeto não avançou. Em 2007, a produção chegou a 30 mil doses de sêmen, vendidos a preço de custo, especialmente a produtores familiares, e melhorando a genética do rebanho. Há três anos, a Cria perdeu o registro para produção pelas precárias instalações. Atualmente, segundo a chefe do Serviço de Fiscalização de Insumos Agropecuários do Ministério da Agricultura, Alejandra Müller, ela mantém autorização federal só para comercialização de material genético.

Fundada em 1973 e sistematicamente alvo de críticas do setor privado por oferecer preços mais baixos que os de mercado, a Cria conferiu estrutura ao serviço de inseminação artificial pública feito desde a década de 40.


 


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