08/08/2010 às 07h49min - Atualizada em 08/08/2010 às 07h49min

Câmara Setorial de Lácteos discute integração entre Brasil e Argentina, destaca CNA

CNA

Brasil e Argentina podem firmar um projeto que viabilize a exportação de lácteos dos dois países para importadores de fora do Mercosul. O presidente da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Leite e Derivados, Rodrigo Alvim, explica que os termos do projeto de integração produtiva estão sendo avaliados pela iniciativa privada e por representantes dos governos do Brasil e da Argentina. A data de um novo encontro para discutir o assunto não foi definida. 

Para Alvim, para ser vantajoso, o acordo precisa favorecer os produtores brasileiros. “Brasil e Argentina precisam trabalhar em conjunto para conquistar terceiros mercados.”, afirma. "Não podemos brigar dentro do Mercosul.", completa. Alvim, que também preside a Comissão Nacional de Pecuária de Leite da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), explica que os produtores temem um aumento das importações brasileiras, fato que prejudicaria a produção nacional. 

Juntos, Brasil e Argentina produzem, em média, 38 bilhões de litros de leite por ano. No ano passado, Brasil e Argentina fecharam um acordo que limitou o comércio de leite em pó da Argentina para o Brasil em três mil toneladas por mês. A queixa que motivou o acordo foi que os argentinos vendiam leite para o Brasil a preços inferiores aos praticados no mercado internacional. Em determinados momentos, o governo argentino chegou a subsidiar a produção primária. 

Além dos termos do acordo Brasil/Argentina, a CNA e os integrantes da Câmara Setorial do Leite, que também reúne representantes do governo, continuam avaliando a proposta de revisão dos métodos de análise do Programa Nacional de Controle de Resíduos e Contaminantes (PNCRC). “Propomos a definição de novos métodos que tenham como base critérios quantitativos e não qualitativos.”, disse Alvim. Na prática, a mudança flexibiliza os testes, mas não compromete a qualidade do leite. 

Também está na pauta da Câmara a discussão sobre pontos específicos da metodologia aplicada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para cálculo do custo de produção do leite. Reunidos ontem em Brasília, os integrantes da câmara também aprovaram a definição de uma agenda estratégica para o setor, propostas que serão apresentadas para o governo. Um grupo de trabalho para discutir questões relacionadas à sanidade, políticas públicas e custo de produção foi formado. Os integrantes do grupo voltam a se reunir ainda este mês.


 


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