30/06/2021 às 11h06min - Atualizada em 30/06/2021 às 11h06min

Alexandre Alonso é empossado como chefe-geral da Embrapa Agroenergia

Embrapa

Tomou posse no dia 30 de junho de 2021 o chefe-geral da Embrapa Agroenergia, Alexandre Alonso. Estiveram presentes à cerimônia virtual o presidente da Embrapa, Celso Moretti; o Diretor de Gestão Institucional da Embrapa, Tiago Ferreira; o chefe de gabinete da presidência da Embrapa, Rui Rezende Fontes; e os chefes-adjuntos Bruno Laviola, Patrícia Abdelnur e Patrícia Kalil. Diversos parceiros também acompanharam a cerimônia, entre eles a Embrapii, a Ubrabio, a Abra, a Udop, a CNI, a SFA DF e o Deputado Federal Arnaldo Jardim.

Na cerimônia, o presidente da Embrapa Celso Moretti  afirmou que a Embrapa tem um processo meritocrático na escolha dos gestores de suas Unidades, e agradeceu pelo comprometimento e engajamento dos colaboradores da Embrapa Agroenergia. Moretti lembrou que o agro brasileiro vem batendo recordes e é atualmente o motor da economia brasileira. “O agro brasileiro vem, ao longo dos últimos anos, segurando a economia do brasil. No ano passado o PIB do setor cresceu 24% segundo a Confederação Nacional da Agricultura (CNA) e hoje a cadeia de valor completa responde por 26% do nosso PIB. Houve um salto no setor ao longo dos últimos anos. Já exportamos para mais de 180 países e alimentamos mais de 800 milhões de pessoas em todo o globo terrestre”, afirmou.

O presidente da Embrapa lembrou que na década de 70 o Brasil era importador de alimentos e produzia apenas café, açúcar e cacau, vivendo uma situação de insegurança alimentar. “Mas graças ao investimento em ciência, tecnologia e inovação que o Brasil fez, em menos de cinco décadas nos tornamos uma das maiores potências globais na produção de alimentos, fibras e bioenergia”, ressaltou.

Três ondas
Moretti disse que o agro brasileiro viveu três grandes ondas. A primeira delas a da expansão, com a difusão da cultura da soja para todo o Brasil e mais recentemente da canola para o Cerrado brasileiro; uma segunda onda que foi o aumento da produtividade do gado e da pecuária leiteira e uma terceira onda que é a da sustentabilidade. “Não tenho dúvida de que nas últimas duas décadas a sustentabilidade vem impulsionando o agro brasileiro com dois pilares, o Código Florestal de 2012 e o Plano ABC, que agora em 2021 teve lançada sua segunda fase, o ABC+, com duração até 2030”, afirmou.

Descarbonização é centro da agenda
O presidente da Embrapa disse que a questão da descarbonização está hoje no centro da agenda da discussão global de mudanças climáticas, e lembrou que os países têm feito compromissos para se tornarem economias neutras em carbono. “Precisamos estar de olho nesse movimento. O fato é que, de acordo com análises de mercado, não existe nenhum negócio do mundo que até 2050 não será afetado pela necessidade de se descarbonizar e eu não tenho dúvidas de que, tendo em vista todo o trabalho que vem sendo feito, o Brasil é um dos players que tem as melhores condições para atender essa agenda”, afirmou Celso Moretti. Como iniciativas já em desenvolvimento, ele citou a carne carbono neutro, já disponível para o mercado.

Outra agenda importante citada por Moretti foi a economia de base biológica, a chamada bioeconomia, que já movimenta 290 bilhões de dólares por ano, ou 13% do PIB brasileiro, mais da metade vinda do agro. “Poucos países do mundo tem um potencial tão elevado para explorar e desenvolver na bioeconomia como é o caso do Brasil. Temos uma oportunidade fantástica de gerar e entregar valor, vide o que estamos fazendo na área de biopesticidas e biofertilizantes”, afirmou.

Sobre a Embrapa Agroenergia, Celso Moretti lembrou que a UD tem uma agenda robusta a desenvolver em bioeconomia. “A Unidade tem uma agenda virtuosa e tenho a certeza de que o Alexandre e sua equipe saberão conduzir os caminhos da UD para que possamos prover soluções, ativos e avançar na escala de maturidade das nossas pesquisas, levando os nossos ativos até a ponta e celebrando acordos com o setor privado”.

Futuro
“O futuro nos reserva uma série de oportunidades, temos pela frente um futuro onde o agro brasileiro vai ser cada vez mais um protagonista de grande destaque com agricultura movida à ciência e não tenho dúvidas de que o trabalho feito pela Embrapa Agroenergia e toda a rede Embrapa vai permitir que o Brasil siga sendo uma das maiores potências ambientais do Brasil e do mundo”, concluiu.

O  diretor-supervisor da Unidade, Tiago Ferreira, desejou boas-vindas à nova Chefia e disse que, apesar de ser uma das Unidades mais novas do sistema Embrapa, a Embrapa Agroenergia teve êxito e vem contribuindo para o desenvolvimento econômico brasileiro por meio da oferta de soluções inovadoras para a agricultura e a indústria. “A UD se posicionou na transição para uma economia de baixo carbono a médio prazo e zero carbono a longo prazo. Reforço que esse é um compromisso de toda a empresa, que está fortemente engajada na transição para uma economia carbono neutro”.

Ferreira também destacou o caráter inovador da gestão, a atuação em redes, e disse que agora o grande desafio é a estruturação de processos contínuos para a prospecção de tendências e oportunidades e a internalização desses processos na agenda da UD.

Alexandre Alonso
O chefe-geral empossado, Alexandre Alonso, falou das conquistas obtidas pelo Brasil nos últimos anos, como ter 45% da energia renovável, sendo mais de 20% proveniente de biomassa, a conquista de novas rotas tecnológicas e o advento dos biocombustíveis o que, segundo Alonso, agregou valor à produção agrícola nacional. Alonso falou também do movimento “Bio”, impulsionado por novas oportunidades de negócio que buscam unir vantagens competitivas e preocupações com o meio ambiente, como a substituição de combustíveis fósseis por renováveis e a criação de bioprodutos.

“Estamos há 15 anos inovando a bioeconomia brasileira e cabe agora a mim a tarefa de conduzir a Embrapa Agroenergia para que continue inovadora e cada vez mais próxima de seus parceiros e clientes”, disse o chefe-geral. Para Alonso, mais do que um reconhecimento pessoal, a escolha de seu nome para dirigir a Embrapa Agroenergia é um reconhecimento do sucesso obtido por essa Unidade da Embrapa ao longo dos últimos anos.

“Vislumbro um cenário de ainda mais sucesso à Embrapa Agroenergia, com um plano de execução arrojado, compromissos vinculados ao VII Plano Diretor da Embrapa e foco no desenvolvimento de tecnologias, agregando à nossa agenda a temática de descarbonização. Também aprimoraremos o nosso modelo de operação e investiremos grande esforço na digitalização e integração de processos e fluxos de trabalho, além de negociar e transferir as tecnologias desenvolvidas no âmbito dos inúmeros acordos de cooperação firmados. Esperamos promover a adoção e inserção de nossas tecnologias no segmento produtivo em benefício dos nossos parceiros, clientes e da sociedade brasileira”, concluiu.

A cerimônia de posse de Alexandre Alonso está gravada e pode ser acessada no canal da Embrapa no YouTube.


Fonte: Embrapa Agroenergia
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