23/06/2021 às 11h11min - Atualizada em 23/06/2021 às 11h11min

Potencial turístico do Queijo Minas Artesanal

Cada vez mais Minas Gerais vem sendo reconhecida pela sua gastronomia, despertando nos turistas o interesse pelos modos de produção, espaços onde essas atividades acontecem e pessoas por traz das iguarias mineiras. O Queijo Minas Artesanal (QMA) é uma das principais referências no estado, que é tradicionalmente reconhecido como uma terra de produção de queijo de qualidade, que agrega valores históricos, econômicos, sociais e culturais. É o caso do QMA, cujo modo de fazer é reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro pelo Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), desde 2008.

Por isso, tendo em vista o potencial turístico que essa iguaria atrai para o estado, a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG), vinculada à Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), promoveu uma live para debater o tema. O evento foi transmitido ao vivo, pelo canal da empresa no YouTube, com as participações da turismóloga e chefe de gabinete da Emater-MG, Marina Simião, da coordenadora técnica estadual da Emater-MG, Maria Edinice Soares, e dos produtores Maciel Ramos de Morais e Moisés Antônio Barbosa.

“Quando a gente pensa em envolver o queijo com a atividade turística, avaliamos esse diferencial competitivo que Minas Gerais tem e faz muito bem. A produção dos queijos vem despertando cada vez mais o interesse dos turistas. Por isso é importante a gente dar voz pra quem está por trás do produto, mostrando ali o cenário que inspira também toda essa produção”, afirma a turismóloga Marina Simião.

Segundo a coordenadora técnica estadual da Emater-MG, Maria Edinice Soares, o potencial do turismo para a agregação de valor dos queijos artesanais e o seu impacto na comercialização do produto são temas importantes que serão debatidos na live desta terça-feira. “Com a visita dos turistas às queijarias, o produtor acaba ganhando mais no seu produto, pois diminui os gastos com transporte e deslocamento”, destaca.

De acordo com ela, essa já é uma experiência que muitos produtores de queijo estão vivendo. “Hoje temos algumas agências de turismo que montam grupos e fazem visitas agendadas. São momentos que o produtor está ali preparado com a família dele pra receber o turista, em um ambiente propício na queijaria. Com isso o turista acaba comprando o queijo ali”, explica.

Para Moisés Antônio Barbosa, produtor de Queijo Minas Artesanal Ouro Fino, do município do Serro, unir turismo e a venda de queijo é um excelente negócio. “Muito interessante e rentável”, garantiu. Durante três anos, ele abriu a sua queijaria para receber turistas interessados em conhecer o local de fabricação e não se arrepende, mas, no momento, mantém o estabelecimento fechado devido à pandemia da Covid-19. “Vale muito à pena. Primeiro a gente divulga o produto para o país inteiro e vende sem atravessador, direto ao consumidor. Recebemos excursões de Brasília, São Paulo, Sul do Brasil”, conta Barbosa. Ele produz cerca de 50 quilos de QMA por dia.

O Queijo Minas Artesanal (QMA) é uma das muitas variedades de queijo artesanal produzidas em Minas Gerais. Como outros tipos artesanais, ele é feito de leite de vaca cru, sem pasteurização, uso do pingo e costuma seguir processos tradicionais de confecção, em pequenas propriedades. O QMA pode ser produzido legalmente em todo o estado de Minas Gerais, mas somente os produzidos nas oito microrregiões caracterizadas (Araxá, Campo das Vertentes, Canastra, Cerrado, Serras da Ibitipoca, Serra do Salitre, Serro e Triângulo Mineiro) são autorizados a usarem a nomenclatura na embalagem.


Fonte: Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa)
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