24/05/2010 às 12h27min - Atualizada em 24/05/2010 às 12h27min

Preço do leite pago ao produtor deve sofrer queda

Jornal do Comércio

Os produtores de leite deverão perder R$ 0,12 adicionais que vinham sendo pagos pelas indústrias sobre o preço de tabela do litro, definido pelo Conselho Estadual do Leite (Conseleite RS). A informação é do presidente do Sindicato das Indústrias de Laticínios do Estado (Sindilat-RS), Carlos Feijó. Segundo o dirigente, a medida deve ser tomada devido às dificuldades de colocação do produto no mercado.

Feijó destaca que as sobretaxas impostas no Rio de Janeiro e São Paulo sobre o leite de outros estados do País têm feito com que o produto gaúcho ficasse estocado no Estado. “Ou nós mantemos esse leite aqui e derrubamos o preço interno ou continuamos vendendo mais caro para o centro do País. Diante dessas alternativas tivemos que cortar custos, o que significará uma queda de renda real para o produtor”, informa. Em março, por exemplo, o preço definido pelo Conseleite era de R$ 0,60, mas o valor pago pelas indústrias, segundo o presidente do Sindilat-RS, era de R$ 0,72. Agora, esse valor adicional será excluído do pagamento.

A medida ficará valendo a partir deste mês. Ontem, as indústrias e os produtores de leite, reunidos no Conseleite, anunciaram o valor de R$ 0,6548 para o mês de abril como indexador para os negócios do leite. O valor foi obtido após estudos confeccionados pela Universidade de Passo Fundo (UPF), tendo como referência o leite padrão. O Conseleite divulgou ainda a tendência do valor de referência para o mês de maio, que é de R$ 0,6604.

Nilza é colocada à venda e produção é suspensa
A Indústria de Alimentos Nilza, que já foi líder no segmento de leite longa-vida no estado de São Paulo, está à venda, segundo informações da própria companhia. Com unidades em Ribeirão Preto (SP) e em Itamonte (MG), a empresa suspendeu a captação e o processamento de leite e mantém cerca de 250 funcionários do setor fabril em casa desde o início deste mês, com os salários pagos normalmente.

A empresa informou que não há prazo para a finalização do processo de venda da Nilza e que a negociação ocorre de forma sigilosa com algumas empresas, tanto do setor lácteo quanto de outras áreas. 

A possibilidade de aquisição da companhia já foi avaliada anteriormente por laticínios gaúchos. Segundo o presidente do Sindilat-RS, Carlos Feijó, há mais de um ano a Bom Gosto já havia considerado a hipótese de adquirir a Nilza. No entanto, estudos realizados à época indicariam que o negócio era inviável.


 


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