02/01/2017 às 12h09min - Atualizada em 02/01/2017 às 12h09min

Demanda mundial fomentará a pecuária leiteira de Minas Gerais

Assim como na agricultura, o uso de tecnologias, desde a melhoria genética, passando pelo manejo e alimentação até o bem-estar animal, é essencial para os bons resultados no aumento da produção, ganho de qualidade e competitividade do setor. A demanda mundial crescente por alimentos e a possibilidade de abertura de novos mercados para as proteínas produzidas em Minas Gerais vão estimular o crescimento da produção.

O levantamento “Projeções do Agronegócio – Minas Gerais 2016 a 2026” foi desenvolvido pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento em parceria com a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG), Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

Devido ao cenário econômico mundial ainda desfavorável para o leite, já que os preços estão abaixo do indicado, as projeções para o setor em Minas Gerais, maior produtor do Brasil, são cautelosas. Mesmo assim, as expectativas são positivas e a produção deve encerrar 2026 com alta de 23,4% frente a 2016, totalizando 11,55 bilhões de litros.

O rebanho de vacas ordenhadas também tende a crescer, porém em níveis menores que os observados na produção, indicando ganho em produtividade. A projeção para 2026 prevê um rebanho de 6,5 milhões de cabeças em produção, aumento de 17,72% em 10 anos e de 1,65% ao ano.

A expectativa em relação à produtividade do rebanho das vacas ordenhadas é de alcançar, em 2026, 1,78 mil litros de leite por vaca ao ano, um crescimento de 4,8% na década. O índice de crescimento esperado na produtividade dos animais, apesar de positivo, ficará 66,87% menor que o observado na década de 2006 – 2015, mostrando a tendência de os pecuaristas investirem em rebanhos de vacas mestiças provenientes do cruzamento entre as raças holandesa e zebu. A iniciativa permite a dupla produção, viabilizando a captação de leite e de bezerros para recria, engorda e abate.

Em relação às exportações, a tendência é de queda de 33,01% com o embarque de 17 mil toneladas de lácteos, frente ao volume de 25,2 mil toneladas esperadas para 2016. Já as importações tendem a ficar 15,32% maiores, somando 7,9 mil toneladas em 2026.


Fonte: Diário do Comércio.


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