31/01/2013 às 12h36min - Atualizada em 31/01/2013 às 12h36min

Embalagem ganha mais uma missão

Além de funcionalidade, eficiência e garantia de segurança alimentar, outro aspecto toma espaço no desenvolvimento e escolha dos materiais para embalagens, a sustentabilidade, que entra como um dos principais itens a ser analisado por fabricantes. 

Como o mercado de consumo aquecido e em expansão, as embalagens ganham importância para conquistar os diversos perfis de consumidores. O setor de embalagens apresenta potencial de crescimento no Brasil para produtos industrializados e, logicamente, para produtos lácteos também.

Por ser um país de dimensão continental, no Brasil, todas as tecnologias que garantem segurança alimentar na logística são bem-vindas. A diversidade de mercado, capacidade produtiva, vida de prateleira e logística são fatores que exigem estudos sobre quais os sistemas de embalagem podem se aplicar melhor em determinadas regiões e não funcionar adequadamente em outras.

As características territoriais foram determinantes para o sucesso das embalagens cartonadas assépticas entre os produtores de leite, pois trouxeram maior prazo de validade para o produto, além de dispensar refrigeração em armazenagem e transporte. A diversificação para outros usos, design mais sofisticados e tamanhos vieram com os anos, embarcando outras categorias de produtos, como creme de leite, leite condensado, achocolatados, bebida lácteas entre outros.

Com o crescimento das classes C e D no Brasil, as embalagens cartonadas assépticas menores ganharam esse novo mercado. “Elas atendem as classes entrantes no mercado consumidor, por isso crescem muito mais rápido. As embalagens de 250 ml estão registrando um aumento de vendas superior àquele verificado no leite longa vida e na média de vendas da empresa. São tamanhos que permitem o acesso ao produto, custando menos que as maiores. No segmento de lácteos, a alta tem sido satisfatória também em produtos como creme de leite, leite condensado, fermentados e achocolatados, mas o leite longa vida não cresce como os outros produtos da categoria”, afirma Eduardo Eisler, vice-presidente de estratégia de negócios da Tetra Pak.

A inovação que chegou ao Brasil pela Tetra Pak, em 2010, contemplou a área de meio ambiente com o desenvolvimento de novas tampas de “plástico verde” produzido a partir do etanol de cana-de-açúcar. O projeto coloca o país como pioneiro mundial no uso do material, que será comercializado a partir de 2011. “Com essa etapa definida, as embalagens Tetra Pak caminham mais forte em direção ao uso de matéria prima de fontes renováveis, que hoje já correspondem  a 75% da embalagem, a empresa também pretende apresentar outro lançamento, que serão divulgados no próximo ano”, acrescenta o vice-presidente.


Autor: Eduardo Eisler

Referências bibliográficas: 

Revista Indústria de Laticínios 15 anos - Ano XV


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