14/06/2014 às 13h49min - Atualizada em 14/06/2014 às 13h49min

Sancionado convênio para utilização de recursos de fundo de apoio à cadeia leiteira

Governo do RS

Com representantes das 35 entidades que compõem o Instituto Gaúcho do Leite (IGL), o governador Tarso Genro assinou nesta sexta-feira (13) um convênio com a instituição que prevê a utilização de recursos do Fundo de Desenvolvimento da Cadeia Produtiva do Leite do Rio Grande do Sul (Fundoleite) para ações voltadas ao setor. 

Com os recursos das contribuições ordinárias das taxas recolhidas pela indústria e pelo Governo do Estado, o IGL contará com R$ 2,7 milhões por ano para investir em projetos e atender 121 mil famílias que vivem da cadeia leiteira.

Sensibilizado com as demandas apresentadas pelo setor na Câmara Setorial do Leite, o governador disse que a medida coloca o Estado em condições de competir com Minas Gerais, o maior produtor do país. "O IGL é uma forma de quebrar aquelas barreiras estranhas e às vezes duras que existem entre o Estado e os produtores, entre o Estado e a cadeia produtiva, porque ali há uma fusão onde entram os produtores e as suas representações, com os técnicos e os quadros dirigentes do Estado, para produzir políticas de comum acordo", afirmou Tarso.

Conforme o secretário da Agricultura, Pecuária e Agronegócio, Cláudio Fioreze, o ato consolida a atuação do IGL e permite que, a partir de julho, a instituição passe a receber no mínimo 98% de tudo que é arrecadado pelo Fundoleite. Além de garantir que o produtor não terá custos, Fioreze explicou que o repasse não será de 100% por exigências legais. "(O convênio) é a certeza para o produtor da agroindústria que todo recurso que vai ser arrecadado pelo Fundoleite vai para o desenvolvimento de projetos importantes para a cadeia do leite".

Mesmo com uma produção diária de 11,5 milhões de litros de leite, o RS pode ampliar a sua capacidade para até 18 milhões de litros por dia. "Mas não adianta aumentar a produção se não aumentarmos a qualidade sanitária e nutricional do leite. Temos que buscar o mercado externo, que exige qualidade e certificação", afirmou o secretário, que observou ainda que o Estado, através da Secretaria da Fazenda, abriu mão de 10% dos créditos de ICMS dos derivados de soro. "É um segmento que está crescendo muito. Isso pode chegar a representar, no auge, algo em torno de R$ 5 milhões". 

Parceria
Fioreze destacou que o convênio é importante para a economia gaúcha. "É uma organização superior aonde existe uma parceria público-privada no melhor sentido da palavra. O Estado, com políticas públicas, agindo com o setor privado, com toda a transparência, desde a Câmara Setorial do Leite até o fundo setorial, a existência de um programa como o Prodeleite, aprovado pela Assembleia, e o IGL, que vai se encarregar de executar e aperfeiçoar esses projetos e essas políticas públicas ao longo do tempo".

Presidente do IGL, Gilberto Piccinini disse que o convênio servirá para qualificar a cadeia do leite. Os objetivos são reforçar a estruturação, o melhoramento e a busca da excelência da produção de do setor no Estado. "Os investimentos serão feitos fortemente na qualificação da cadeia como um todo, seja no produtor, no transporte, nas indústrias. Queremos fazer com que o consumidor seja surpreendido com o lançamento de novos produtos".

 


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