29/04/2013 às 08h49min - Atualizada em 29/04/2013 às 08h49min

Usinas poderão usar leite em pó como matéria-prima

Tribuna do Norte

O Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa) autorizou ontem a produção de leite “longa vida” e pasteurizado a partir do processo chamado reconstituição do leite em pó, por três anos, nos estados do Piauí, Maranhão, Rio Grande do Norte, Ceará, Pernambuco, Alagoas, Paraíba, Sergipe e Bahia. 

A medida foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) de ontem. O sinal verde foi motivado pela seca que afeta a região Nordeste. “A medida deve auxiliar na recuperação dos índices produtivos (de leite) anteriores ao período da seca”, diz o Mapa.A reconstituição é a adição de água potável ao leite em pó para torná-lo fluído e com as mesmas características dos produtos já conhecidos pelo consumidor (como o leite UHT, conhecido como “longa vida”). 

Por lei, as empresas não podem utilizar esse processo para produzir leite longa vida ou pasteurizado, apenas em casos emergenciais. “A situação que tem afetado milhões de nordestinos levou o Ministério da Agricultura a agir rapidamente. O objetivo é evitar prejuízos às economias locais e afastar a possibilidade de ocorrerem desabastecimentos para a população”, explicou o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Antônio Andrade.

Seca
Somente estabelecimentos sob Inspeção Federal nos estados nordestinos estão autorizados temporariamente pelo Mapa a esse tipo de produção, limitada a 35% da capacidade produtiva de cada fábrica.

Devido à seca que afeta centenas de municípios nordestinos, a escassez de alimentos para os animais reduziu a produção leiteira e levou, até mesmo, à morte do gado na região.

Em 2012, o governo do Rio Grande do Norte acenou com a possibilidade de importar leite em pó como medida emergencial para atender a demanda do Programa do leite. A importação, seria uma alternativa para o caso de a crise no setor – que reduziu a produção no estado e fez encolher a oferta do produto no programa – perdurar e de não haver normalização da oferta. 

O leite seria distribuído em pó. Não seria diluído, de acordo com informações divulgadas pelo governo em junho de 2012. Em entrevista à TRIBUNA DO NORTE à época, o então diretor da Emater – que administra o programa do Leite – Ronaldo Cruz, disse que a compra de leite em pó seria algo “emergencial”.

 


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