06/11/2011 às 14h58min - Atualizada em 06/11/2011 às 14h58min

Leite proporciona ganhos ao produtor rural, aponta Conseleite

CNA

O leite retornou ao patamar de uma das atividades rurais que mais renda proporciona aos produtores. O resultado operacional da atividade leiteira é positivo desde maio de 2010, segundo os custos de produção levantados pelo Conselho Paritário Produtor/Indústria de Santa Catarina, o Conseleite.

Na reunião deste mês, o Conseleite/SC estabeleceu o preço de referência para o leite padrão, no mês de setembro/11, em R$ 0,7113/ litro e projetou o preço de referência para outubro/11 em R$ 0,6748/litro. Os valores se referem ao leite posto na propriedade e com o INSS incluso. O preço final de setembro/11 ficou praticamente estável, mas, para outubro, a projeção apresenta uma redução de 5% em relação ao preço final do mês anterior.

De acordo com resolução do Conseleite, os preços finais de setembro ficaram assim: leite acima do padrão R$ 0,8180, padrão R$ 0,7113 e abaixo do padrão R$ 0,6466. A projeção para outubro é de R$ 0,7760 para leite acima do padrão; R$ 0,6748 para o padrão e R$ 0,6135 para leite de baixa qualidade.

A redução no preço, apontada pelo Conseleite, é reflexo do aumento da produção interna e das importações do Uruguai. O vice-presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc) e do Conseleite, Nelton Rogério de Souza, aponta que em 2011 a remuneração do produtor de leite foi expressiva: os preços recebidos pelos produtores, posto na indústria, nos meses de fevereiro, maio e agosto, foram maiores que os custos de produção, respectivamente, 5%, 13% e 15%.

A situação é inédita desde 2008, quando os custos começaram a ser calculados, destacando-se pela margem de lucro do produtor e pelo tempo que a margem se mantém elevada.

O preço médio recebido pela maioria dos produtores catarinenses, no mês de agosto/2011 foi de R$ 0,79 por litro de leite posto na plataforma da indústria, segundo o levantamento sistemático de preços efetuado pelo Epagri-Cepa. Este é o maior preço recebido pelos produtores nos últimos anos. Apesar disso, o preço médio em Santa Catarina situa-se abaixo do preço médio nacional.

Levantamento do Cepea revela que, por três meses consecutivos (junho, julho e agosto), o preço pago ao produtor catarinense ficou abaixo do preço médio nacional. Esta situação se deve, principalmente, ao baixo nível da oferta no Sudeste e no Centro-Oeste brasileiro e a guerra fiscal entre os Estados.

De acordo com Nelton de Souza, não há consenso no mercado quanto ao prognóstico de preços para o próximo pagamento. A maioria dos agentes econômicos vislumbra uma queda no preço do leite, que está sendo entregue neste mês, entre dois e quatro centavos por litro de leite. Outras avaliações convergem para a estabilidade dos preços, com o argumento de que a demanda continua aquecida e os preços praticados no atacado e no varejo estão dando sustentação ao preço do leite em nível de produtor.

Os dados levantados pelo Epagri-Cepa indicam que a produção catarinense, nos meses de maio, junho, julho e agosto de 2011, cresceu, em média, em torno de 10% ao mês. Para setembro/11, no entanto, o crescimento poderá chegar a 15% em relação a agosto/11. Este cenário, em grande parte, pode ser estendido para o Rio Grande do Sul e para o Paraná.


BASE

A base produtiva do leite, em Santa Catarina, é formada por 60.000 estabelecimentos rurais que geram 1 bilhão 900 milhões de litros de leite ao ano. Essa matéria-prima é 90% processada por 23 indústrias de laticínios. O Estado ocupa a sexta posição nacional, mas caminha rapidamente para 5ª posição. A produção está concentrada em 64% no Oeste, onde a maioria dos produtores é vinculada às Cooperativas. As pequenas propriedades (com menos de 50 hectares) respondem por 82% do leite.


 


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