06/11/2011 às 14h56min - Atualizada em 06/11/2011 às 14h56min

Projeto avança e instala unidades do sistema de leite a pasto

Embrapa Meio-Norte

Duas unidades demonstrativas piloto do Sistema de Leite a Pasto, no Projeto Boa Esperança, estão sendo instaladas nos municípios de Uruçui, no Piauí; e de São João dos Patos, no Maranhão. O trabalho é executado pela Embrapa Meio-Norte. O Projeto Boa Esperança, de transferência de tecnologia, é financiado pela Companhia Hidro Elétrica do São Francisco – Chesf. 

Essa inovação tecnológica na produção de leite de gado é considerada a que mais reduz custos, já que dispensa o uso de ração concentrada. A economia com custos de alimentação chega até 50 por cento e com mão-de-obra pode atingir 70 por cento, de acordo com os estudos já realizados. Mas para ser viável, o produtor precisa utilizar forrageiras de alta produtividade e animais com potencial leiteiro em condições de pastejo. 

“A disponibilidade de forrageiras em quantidade e qualidade - diz o agrônomo Francisco Monteiro – requer o pastejo rotacionado com a divisão de piquetes ajustados à taxa de lotação animal, períodos de ocupação e descanso das áreas. Aliado a isso, é obrigatório o uso de irrigação e adubação constantes, para que se mantenha estável a oferta de alimento ao longo do ano”. 

O agrônomo da Embrapa Meio-Norte descreve o sistema didaticamente. “No caso do Meio-Norte do Brasil, as gramíneas mais indicadas são os capins Tanzânia, Brizanta e Tifton. A taxa de lotação nos piquetes mais utilizada é a de seis unidades animal por hectare, ano, com períodos de ocupação variando de 2 a 4 dias, e de descanso no piquete de 26 a 28 dias”. 

Ele informa que a tecnologia é usada com vacas que têm uma produção média de 10 litros de leite por dia. Passando dessa produção, Francisco Monteiro recomenda uma suplementação com ração concentrada contendo 18 por cento de proteína bruta na quantidade de um quilo para cada dois quilos de leite produzidos adicionalmente. O sistema é indicado para pequenos e médios produtores 


PARCEIROS 

No município de Uruçuí, a 453 quilômetros ao sul de Teresina, o parceiro do Projeto Boa Esperança no Sistema de Leite a Pasto é o pequeno produtor rural Edivaldo Chaves Mota, de 59 anos. Na chácara São Mateus, na periferia do município, o sistema está sendo implantado numa área de 2,1 hectares. 

A propriedade tem 8 hectares, onde o produtor mantém um plantel de bovinos das raças nelore e pé-duro, além de 20 vacas mestiças. Hoje, a produção diária de leite na chácara chega a 150 litros, que ele vende in natura e também produz queijo. Com o sistema, Edivaldo, que trabalha no ramo há mais de 20 anos, quer aumentar a produção em pelo menos 50 por cento, reduzindo também as despesas. 

Em São João dos Patos, a 540 quilômetros a leste de São Luís, quem aposta nesse arranjo tecnológico é Aldebastos Lima Sá, de 55 anos. No sítio Poção, de 60 hectares, encravado na zona rural do município, o pequeno produtor possui um rebanho mestiço de 100 cabeças de gado bovino. Deste total, doze são vacas que produzem cerca de 100 litros de leite todo dia. 
Mais informações com o agrônomo Francisco Monteiro pelo telefone (86) 3089-9121 ou e-mail monteiro@cpamn.embrapa.br.


 


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