03/01/2017 às 20h08min - Atualizada em 03/01/2017 às 20h08min

Emater-MG orienta produtores para a regularização sanitária de laticínios

Quinze produtores de leite do município de São Roque de Minas, no Sul do Estado, se reuniram uma equipe técnica da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG)

Em pauta, o aproveitamento da infraestrutura de um antigo projeto de queijaria artesanal. A ideia agora é implantar uma unidade coletiva de processamento, inicialmente com a fabricação de queijo frescal. O encontro aconteceu no salão de eventos da comunidade rural de São José do Barreiro, que fica nas imediações do Parque Nacional da Canastra.

“Não se produz queijo Minas Artesanal de forma coletiva, uma vez que o leite tem de ser somente da propriedade. A legislação federal proibiu”, explica o extensionista agropecuário do escritório local da Emater-MG de São Roque de Minas, Lívio Múcio de Souza Lima. O queijo Minas Artesanal é produzido com leite cru. De acordo o técnico, os produtores querem a orientação da empresa pública mineira para montar o laticínio, no espaço de quase 200 metros quadrados de área construída, para produzir outros produtos, com leite pasteurizado. “Eles já têm os equipamentos, faltando só o pasteurizador de leite. Então é partir para um projeto bem feito, que inclua todo o procedimento de produção, inclusive com o registro sanitário do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), evitando prejuízos”, informa Múcio.

A laticinista, Marciana de Souza Lima, lembra que, o primeiro passo para a habilitação sanitária de um estabelecimento de lácteos é a definição da área de comercialização dos produtos. Segundo a técnica, que vai participar da reunião com os produtores de leite de São Roque de Minas, a regularização sanitária atesta que a unidade está apta para o comércio. “Mas o produtor tem que definir onde ele quer comercializar o produto. Se no município, ele deve buscar o serviço de inspeção municipal. No Estado, deve procurar a inspeção estadual, que em Minas Gerais, é o Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA). Já se ele quiser vender em todo o Brasil, precisa procurar o Ministério da Agricultura (MAPA), se for produto de origem animal”, esclarece.

Mercado

Do ponto de vista econômico, ter o registro do órgão de inspeção sanitária também abre mais o mercado para o produtor, de acordo a laticinista da Emater-MG. “As pessoas terão mais confiança em adquirir um produto legalizado, que usa princípios básicos de higiene e segurança para a saúde do consumidor”, argumenta.

Segundo Marciana, a Emater-MG trabalha com uma equipe técnica qualificada para orientar e apoiar o produtor interessado em habilitar sua agroindústria de leite. “Aqui na sede da empresa, em Belo Horizonte, temos um grupo que trabalha todo o processo, mas o produtor que está no interior, pode procurar a ajuda do extensionista do escritório local da Emater-MG. Fazemos inclusive o projeto arquitetônico do espaço físico da fábrica ou adequamos o que já existe. Também ajudamos no preparo de outros documentos exigidos pelo órgão de fiscalização, durante o processo de regularização sanitária”, informa.

Fonte: Assessoria de Comunicação – Emater-MG

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